20 de setembro de 2018, 07h33

Por declarações impróprias, Bolsonaro manda Paulo Guedes e Mourão saírem de cena

Erros dos dois, como a volta da CPMF e declaração sobre filhos criados por mães e avós provocaram desgastes, avaliou a campanha

O general Mourão. Foto: YouTube

Para evitar maiores desgastes, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) mandou que o vice na chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), e o conselheiro na área econômica, Paulo Guedes, saiam um pouco de cena.

O perfil de Bolsonaro no Twitter teve que reiterar, nesta quarta-feira (19), o compromisso com a redução da carga tributária, depois das notícias de que Paulo Guedes estuda a criação de que Guedes estuda a criação de um novo imposto nos moldes da CPMF.

Bolsonaro assistiu no quarto do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, Mourão defender uma Constituição elaborada por não eleitos e a ideia de que filhos criados por mães e avós, sem a presença do pai, correm mais risco de entrar para o tráfico.

De acordo com declarações de integrantes da equipe ao Estadão, Bolsonaro determinou que Mourão suspendesse a agenda de viagens, pois a campanha entrou num momento decisivo e não poderia correr mais riscos.

Na campanha do PSL, a crítica recorrente é que, após a internação de Bolsonaro, Mourão foi para a “linha de frente” sem experiência política. O general da reserva, segundo um interlocutor da equipe, assumiu uma agenda de cabeça de chapa sendo candidato a vice. A avaliação interna é de que Mourão pôs em risco o favoritismo de Bolsonaro.

Com informações do Estadão