12 de março de 2018, 18h45

Postagem misógina no Twitter leva executivo apoiador de Bolsonaro à demissão

"Saudades do tempo que mulher dava a buc*** e não opinião", tuitou o executivo Milton Vavassovi, da multinacional Promarc, ao responder a postagem de uma feminista. Caso chegou à diretoria da empresa, que confirmou que o demitiu por conta da declaração misógina

Foto: Reprodução/Twitter

O executivo Milton Vavassori Junior, representante brasileiro da multinacional Promarc Technology na Flórida (EUA), foi demitido da companhia na última sexta-feira (9) por conta de uma postagem misógina no Twitter. Sua demissão foi confirmada nesta segunda-feira (12) por Marco Aurelio Modelli, representante da empresa em São Paulo.

“Uma seguidora dele mandou e-mail para mim e tomamos a atitude de demiti-lo na mesma hora, na sexta-feira. Não compactuamos com isso”, disse Modelli ao jornal O Globo.

O tuíte de Vavassori veio como resposta ao tuíte de uma internauta sobre feminismo, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. “Quando os homens imaginam uma revolta feminina, eles imaginam um mundo em que as mulheres governam homens como homens governam as mulheres. Não é de se admirar que eles tenham medo”, postou a internauta. O executivo, então, respondeu com a seguinte frase: “Saudade do tempo em que mulher dava buceta e não opinião”.

A dona da conta que fez o primeiro tuíte, então, printou a imagem e começou a denunciá-lo nas redes sociais. A mensagem chegou até a diretoria da empresa, que a respondeu com um e-mail informando sobre a demissão de Vavassori.

O executivo demitido, além de postar comentários misóginos, também é seguidor do deputado federal Jair Bolsonaro. Nas redes sociais (ele excluiu todos os perfis após a repercussão negativa da postagem), Vavassori já chegou a postar foto com o pré-candidato à presidência com a seguinte frase: “Agora que neguinho vai querer morrer!”.