Leandro Seawright

09 de abril de 2018, 17h13

Precisamos parar o país

O momento é de diálogo com o eleitorado em potencial, sim, mas, sobretudo, de interrupção da “normalidade econômica” de todos os que representam o grande capital.

Amigos e amigas, companheiros e companheiras: VAMOS PARAR O PAÍS!

Enganaram-se definitivamente os poderosos. Alguns dos mais importantes jornais internacionais, inclusive com demarcadas tendências liberais, classificam Lula como preso político.

Eles achavam que Lula se entregaria derrotado, cabisbaixo, no horário marcado e pronto para a foto de que Sérgio Moro precisava para justificar toda a onerosa aposta estrangeira em seu nome com o objetivo de vencer um projeto político do campo popular.

Lula representa muito.

Em seu rosto vemos os mais pobres e os menos privilegiados, mas também aqueles que ascenderam econômica e socialmente durante os governos do Partido dos Trabalhadores no Brasil.

Alguns dos mais importantes jornais internacionais, inclusive com demarcadas tendências liberais, classificam Lula como preso político.

Ele coordenou o tempo de sua prisão, articulando meticulosamente o espaço ao se abrigar no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Saiu vitorioso, aclamado por milhares e saudado em todo o mundo.

A foto que circula pelo mundo mostra um Lula vitorioso para além da estrita militância, posto que lidera as pesquisas eleitorais até o momento (com tendência de aumentar a adesão à sua candidatura).

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O que precisamos saber é que a classe político-econômica que governa este país aparelhou as instituições da República; aparelhou o judiciário e usou o Exército Brasileiro para prender a maior liderança política viva para além do equivocadamente chamado lulopetismo.

No entanto, a classe senhorial não está para brincadeiras. Ela é capaz de tentar impedir as próximas eleições, pois é a única beneficiada com a agenda imposta a Michel Temer. A mesma classe senhorial que faz de juízes e promotores agentes de perseguição política baseada em “lawfare” é capaz de fraudar, de apontar o fuzil para o STF e de propor adiamento das eleições.

O que fazer?

Precisamos fazer uma resistência inteligente. Por meio da articulação meticulosa das principais lideranças das esquerdas brasileiras, torna-se preciso mobilizar a população para PARAR O BRASIL, com alternâncias, até as eleições do mês de outubro. O momento é de diálogo com o eleitorado em potencial, sim, mas, sobretudo, de interrupção da “normalidade econômica” de todos os que representam o grande capital.

Uma coisa é certa… quando voltarmos, e vamos voltar, não podemos mais conciliar com o poder econômico, com as marionetes da república e com o fundamentalismo religioso. Sem titubear, trata-se de colocar cada um no seu lugar!

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