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16 de abril de 2019, 18h48

Prefeito de Nova Iorque agradece museu por ter cancelado evento com Bolsonaro

Bill de Blasio, pela segunda vez, chamou Bolsonaro de racista e homofóbico; ele agradeceu ao Museu de História Natural, em nome da cidade de Nova Iorque, por ter cancelado evento com o presidente brasileiro

Reprodução
A imagem de Jair Bolsonaro no exterior sofreu mais um desgaste nesta terça-feira (16) depois de uma nova declaração do prefeito de Nova Iorque (EUA), Bill de Blasio. Pelo Twitter, o chefe do Executivo da Big Apple, novamente, disparou contra o presidente brasileiro e agradeceu ao Museu de História Natural da cidade por ter cancelado um evento em maio que homenagearia o capitão da reserva. “Jair Bolsonaro é um homem perigoso. Seu racismo evidente, homofobia e decisões destrutivas terão impacto devastador no futuro do nosso planeta. Em nome de nossa cidade, agradeço ao Museu de História Natural por cancelar este...

A imagem de Jair Bolsonaro no exterior sofreu mais um desgaste nesta terça-feira (16) depois de uma nova declaração do prefeito de Nova Iorque (EUA), Bill de Blasio. Pelo Twitter, o chefe do Executivo da Big Apple, novamente, disparou contra o presidente brasileiro e agradeceu ao Museu de História Natural da cidade por ter cancelado um evento em maio que homenagearia o capitão da reserva.

“Jair Bolsonaro é um homem perigoso. Seu racismo evidente, homofobia e decisões destrutivas terão impacto devastador no futuro do nosso planeta. Em nome de nossa cidade, agradeço ao Museu de História Natural por cancelar este evento”, escreveu Blasio ao retuitar a postagem do museu anunciando o cancelamento do evento.

A polêmica começou na última sexta-feira (12) quando, pelas redes sociais, o museu, considerado um dos mais importantes de ciências no mundo, informou que o evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA que homenagearia Bolsonaro no local havia sido agendado antes da administração da instituição saber que Bolsonaro seria homenageado. Na mensagem, o museu demonstrou preocupação e sinalizou que estudaria as possibilidades.

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No sábado (13), Bill de Blasio, em entrevista, apelou para que o museu cancelasse o evento dizendo, pela primeira vez, que o presidente brasileiro é perigoso, racista e homofóbico.

Nesta segunda-feira (15), finalmente, o museu veio à público, mais uma vez, para informar que cancelou o evento com o presidente brasileiro.

A homenagem a Bolsonaro promovida pela Câmara de Comércio Brasil-EUA, depois do cancelamento do museu, ainda está com local em aberto.

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