17 de outubro de 2018, 08h47

Prefeito tucano de Santos apoia Márcio França e afirma que Doria é traidor

Paulo Alexandre Barbosa lembra que o PSB sempre foi um “bom aliado” e que o movimento Bolsodoria é oportunista

Paulo Alexandre Barbosa. Foto: Reprodução YouTube

O prefeito tucano de Santos (SP), Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), aliado de Geraldo Alckmin, declarou, nesta terça-feira (16), em entrevista à Folha, apoio a Márcio França na corrida para o governo de São Paulo.

O tucano afirmou que seu correligionário, João Doria, não representa os ideais do partido e é movido por oportunismo eleitoral. Paulo Alexandre disse ainda que Doria traiu não só o seu eleitorado, quando não cumpriu o mandato, mas também o seu padrinho político, Geraldo Alckmin (PSDB), quando tentou ser o candidato à presidência no seu lugar.

Eleito em 2012 e reeleito em 2016, Barbosa é filho do ex-prefeito nomeado pela ditadura Paulo Gomes Barbosa (1980-84). Formado em direito, foi deputado estadual (2007-10), secretário de Desenvolvimento Social (2011) e de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (2011-12).

Doria teria sugerido que os infiéis a ele no partido deveriam ser expulsos. Ao responder sobre isso, Barbosa disse: “Sendo o critério para expulsão a traição, João Doria é o primeiro da fila. Quem deve ser expulso é ele”, disse.

“No primeiro turno, ele flertou com Bolsonaro. Foram sinais claros. Abandonou o legado do PSDB e o candidato do PSDB à Presidência. O movimento Bolsodoria é oportunista”.

Barbosa disse ainda que Doria “demoniza o Márcio como representando o PT. Em 2014, ele foi protagonista na chapa que elegeu o PSDB ao governo de São Paulo como vice de Alckmin. Em 2016, ele coordenou a campanha de Doria para a prefeitura pelo PSDB. Ou seja, em 2014 e 2016, ele não era socialista nem petista. Agora em 2018, passou a vestir esse figurino? Isso é muita contradição e oportunismo eleitoral. É querer enganar a população. O PSB foi um bom aliado, é importante e legítimo que tenha candidatura. Esse é um dos erros do PSDB, achar que é soberano”, concluiu.

Leia a entrevista completa na Folha