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09 de maio de 2018, 21h13

Prefeito tucano é preso com R$ 4,6 milhões e US$ 200 mil em casa

Agentes da Polícia Federal encontram grande quantidade de dinheiro vivo na residência de Arthur Parada Prócida (PSDB), em mais uma ação da Operação Prato Feito

A Polícia Federal apreendeu a quantia de R$ 4,6 milhões e US$ 216 mil em dinheiro, na casa do prefeito Artur Parada Prócida (PSDB), de Mongaguá, no litoral de São Paulo. Segundo reportagem de José Cláudio Pimentel, do G1, ele foi preso em flagrante nesta quarta-feira (9), por crime de lavagem de dinheiro. Sua casa foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão da Operação Prato Feito, que pretende apurar desvios de verbas da União para a educação. Ao todo foram cumpridas 19 ordens judiciais em seis cidades das regiões da Baixada Santista e Vale do Ribeira, em...

A Polícia Federal apreendeu a quantia de R$ 4,6 milhões e US$ 216 mil em dinheiro, na casa do prefeito Artur Parada Prócida (PSDB), de Mongaguá, no litoral de São Paulo. Segundo reportagem de José Cláudio Pimentel, do G1, ele foi preso em flagrante nesta quarta-feira (9), por crime de lavagem de dinheiro. Sua casa foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão da Operação Prato Feito, que pretende apurar desvios de verbas da União para a educação.

Ao todo foram cumpridas 19 ordens judiciais em seis cidades das regiões da Baixada Santista e Vale do Ribeira, em uma operação que alcançou quatro estados. As investigações estão a cargo da Polícia Federal, da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF), que apuram 65 contratos avaliados em R$ 1,6 bilhão.

Pela manhã, agentes da Polícia Federal foram à residência do prefeito tucano, na Avenida São Paulo, no bairro Jardim Caiahu. Documentos que pudessem ser usados como provas estavam sendo procurados no local, quando os policiais encontraram grande quantia em dinheiro guardada em um dos cômodos. Sem conseguir justificar a procedência, Prócida foi preso e levado para a Superintendência da Polícia Federal, na capital paulista. Ao sair da residência e entrar na viatura, ele tentou esconder o rosto para não ser fotografado, nem filmado.

Em depoimento à delegada Melissa Maximino Pastor, que coordenou a operação, o chefe do Executivo de Mongaguá não soube informar a origem legal da quantia que, ao todo, supera os R$ 5,3 milhões. Por essa razão, segundo a assessoria do órgão, ele deverá ser indiciado por lavagem de dinheiro e permanece preso na carceragem do prédio.

Arthur Parada Prócida é professor e nasceu em 17 de abril de 1946. Foi vereador em Mongaguá entre 1982 e 1988 e vice-prefeito entre 1989 e 1992. Foi eleito prefeito da cidade, pela primeira vez, em 1992, e venceu novamente em 2000, 2004 e 2012. O político foi reeleito em primeiro turno nas eleições de 2016.

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