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16 de janeiro de 2018, 10h20

Presidente da CUT rebate desembargador: “Baderneiro é quem rasgou a Constituição”

Vagner Freitas manda recado a juiz que diz estar sendo ameaçado e afirma que violentos são os que deram o golpe e querem uma sociedade excludente, com Lula fora das eleições.

Vagner Freitas manda recado a juiz que diz estar sendo ameaçado e afirma que violentos são os que deram o golpe e querem uma sociedade excludente, com Lula fora das eleições. Da Redação* O presidente da CUT, Vagner Freitas, avaliou como mais uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais e sindicais e as lutas por direitos dos trabalhadores as declarações do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Carlos Eduardo Thompson Flores, de que os desembargadores que julgarão o recurso do ex-presidente Lula no caso do tríplex de Guarujá já estão sendo ameaçados. As informações são da repórter Solange do Espírito...

Vagner Freitas manda recado a juiz que diz estar sendo ameaçado e afirma que violentos são os que deram o golpe e querem uma sociedade excludente, com Lula fora das eleições.

Da Redação*

O presidente da CUT, Vagner Freitas, avaliou como mais uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais e sindicais e as lutas por direitos dos trabalhadores as declarações do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Carlos Eduardo Thompson Flores, de que os desembargadores que julgarão o recurso do ex-presidente Lula no caso do tríplex de Guarujá já estão sendo ameaçados. As informações são da repórter Solange do Espírito Santo, da CUT.

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Thompson Flores foi a Brasília na segunda-feira (15), onde se encontrou com a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, para, falar da segurança em torno do julgamento, que ocorrerá dia 24, em Porto Alegre. O desembargador teria mostrado preocupação com as informações sobre asa caravanas em apoio a Lula e em defesa da democracia, organizadas em várias regiões do Brasil, que se dirigirão à capital gaúcha.

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“Li com espanto as últimas notícias de que juízes estão se sentindo preocupados e ameaçados com nossas manifestações pacíficas e em defesa de justiça para todos e também para Lula”, disse Vagner, acrescentando que o enfrentamento dos movimentos populares sempre foi político. Estão previstas vigílias e atos públicos em todo o Brasil, nos dias 23 e 24, organizados pela CUT, as principais centrais sindicais e pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Freitas reforçou que as mobilizações têm como objetivo primordial a defesa da legalidade, do legítimo direito do ex-presidente Lula se candidatar nas eleições de outubro e do restabelecimento da democracia. “É enfrentamento político, contra governos burgueses que não admitem que trabalhadores tenham direitos. É contra eles que nos insurgimos”.

Segundo ele, “baderneiros não são os trabalhadores, mas quem quebrou a ordem constitucional, quem rasgou a Constituição e quem quer uma sociedade excludente, só para atender interesses dos empresários”.

Vagner disse ainda que: “Quem praticou violência foram os que deram o golpe, com apoio da mídia e juízes que, agora, querem fazer política a partir do Judiciário, excluindo o desejo do povo, que quer decidir o que quer nas urnas”.

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“Vamos estar nas ruas contra a reforma da Previdência Social, contra a reforma trabalhista, pela legalidade democrática e pelo fim do golpe. E este golpe só vai acabar com o direito de Lula se candidatar e se eleger, porque ele personifica toda essa luta e a retomada dos nossos direitos”, sintetizou

Para o jurista e ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, diante do histórico recente de parte da Justiça e da forma como o TRF-4 tem se manifestado acerca do processo contra o ex-presidente Lula, “com estardalhaço, pressa e sem passar imagem republicana”, a ida de Thompson Flores a Brasília “aconteceu muito mais para ajustar o discurso do Judiciário sobre o caso”.

*Com informações da CUT e da Rede Brasil Atual

Foto: Divulgação/CUT

 

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