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21 de dezembro de 2018, 17h24

Presidente de Cuba critica Bolsonaro: Governo soberbo e insensível

Na avaliação de Díaz-Canel, “era impossível ficar de braços cruzados diante de um governo soberbo e insensível, incapaz de entender que nossos médicos vieram para o país movidos pelo impulso de servir ao povo, cuidar de sua saúde e de sua alma, não negociar com eles”

Foto: Reprodução/Twitter Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, fez duras críticas à postura “reacionária” de Jair Bolsonaro. Revelou, ainda, que dos 8 mil médicos cubanos que saíram do programa “Mais Médicos”, 836 não voltaram ao seu país, de acordo com a Agência EFE. Em seu discurso, durante cerimônia pelo término da participação dos cubanos no “Mais Médicos”, Díaz-Canel declarou que entre os profissionais que atuaram no Brasil, alguns se casaram com cidadãos brasileiros e cumpriram “honrosamente sua missão e seu compromisso” com a saúde pública do país caribenho. Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode...

Foto: Reprodução/Twitter

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, fez duras críticas à postura “reacionária” de Jair Bolsonaro. Revelou, ainda, que dos 8 mil médicos cubanos que saíram do programa “Mais Médicos”, 836 não voltaram ao seu país, de acordo com a Agência EFE.

Em seu discurso, durante cerimônia pelo término da participação dos cubanos no “Mais Médicos”, Díaz-Canel declarou que entre os profissionais que atuaram no Brasil, alguns se casaram com cidadãos brasileiros e cumpriram “honrosamente sua missão e seu compromisso” com a saúde pública do país caribenho.

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O presidente destacou que a atuação dos médicos cubanos em lugares de extrema pobreza, em comunidades carentes do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e nos 34 distritos especiais indígenas, principalmente na Amazônia, foi amplamente reconhecido pelos governos Federal, estaduais e municipais, assim como pela população brasileira.

Além disso, o presidente ressaltou que, depois do retorno dos médicos cubanos, algumas regiões do Brasil ficaram sem os serviços. No entanto, afirmou que Cuba “não tinha outra opção” que a retirada do programa “Mais Médicos”.

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Incapaz

“Era impossível ficar de braços cruzados diante de um governo soberbo e insensível, incapaz de entender que nossos médicos vieram para o país movidos pelo impulso de servir ao povo, cuidar de sua saúde e de sua alma, não negociar com eles”, acrescentou.

Diante disso, Díaz-Canel declarou que a “posição reacionária” de Jair Bolsonaro, “tornou vulnerável uma parte de sua população, arriscando a coisa mais preciosa que todo ser humano tem, sua saúde e sua vida”.

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