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17 de setembro de 2013, 18h09

Presidente do CRM-MG diz que negará registro aos médicos estrangeiros

João Batista Soares já havia afirmado que vai orientar seus médicos "a não socorrerem erros dos colegas cubanos”

João Batista Soares já havia afirmado que vai orientar seus médicos “a não socorrerem erros dos colegas cubanos”

Da Redação

João Batista Soares, presidente do CRM-MG (Foto: Viomundo)

O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) continua se mostrando intolerante com os médicos estrangeiros que chegam ao Brasil para atuar no programa federal “Mais Médicos”. O presidente da entidade, João Batista Gomes Soares, afirmou nesta terça-feira (17), que não irá assinar o registo provisório dos profissionais que vieram de outros países.

“Não é medida de exceção e nem de emergência. Não há justificativa para essa contratação sem revalidação do diploma. Não tem emergência. O caos já estamos denunciando há mais de 10 anos. Nenhuma atitude foi tomada. É uma aposta política do governo”, afirmou Soares.

O CRM-MG já havia tentado impedir o fornecimento dos registros provisórios na Justiça. Porém, no último dia 27 de agosto saiu a decisão desfavorável à entidade. O juiz titular da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Minas Gerais, João Batista Ribeiro, indeferiu o pedido do conselho, e considerou que o programa Mais Médicos é uma “política pública de saúde da maior relevância social de sorte que o bem da vida, que está sob perigo real e concreto, deve ter primazia sobre todos os demais interesses juridicamente tutelados”.

Soares já havia se mostrado intransigente com os médicos estrangeiros, quando, no último dia 23 de agosto, afirmou: “Nossa preocupação é com a qualidade desses médicos, que são bons apenas em medicina preventiva, não sabem tirar tomografia. Vou orientar meus médicos a não socorrerem erros dos colegas cubanos.”

À época, Soares chegou a dizer que classificava o “Mais Médicos” como “coisa da época da ditadura”.

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