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08 de abril de 2019, 11h06

Presidente do Ibama ignora técnicos para privatizar poços de petróleo perto de Abrolhos

Governo Bolsonaro prevê leilão da área em outubro. Técnicos do próprio Ibama dizem que qualquer incidente com derramamento de óleo, a dispersão do material na água poderia atingir “todo o litoral sul da Bahia e a costa do Espírito Santo, incluindo todo o complexo recifal do banco de Abrolhos”

Arquipélago de Abrolhos (Divulgação)
Reportagem de André Borges, na edição desta segunda-feira (8) no jornal O Estado de S.Paulo, revela que o residente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, decidiu ignorar recomendações técnicas feitas pela equipe do próprio órgão de fiscalização ambiental e autorizar o leilão de sete blocos de petróleo localizados no entorno do arquipélago de Abrolhos. As sete áreas fazem parte do pacote de blocos de petróleo incluídos na 16ª Rodada de Licitações, que o governo Jair Bolsonaro quer privatizar em outubro. A área técnica do Ibama apontou que quatro blocos localizados na bacia Camamu-Almada, na Bahia, ficam na região sul do Estado,...

Reportagem de André Borges, na edição desta segunda-feira (8) no jornal O Estado de S.Paulo, revela que o residente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, decidiu ignorar recomendações técnicas feitas pela equipe do próprio órgão de fiscalização ambiental e autorizar o leilão de sete blocos de petróleo localizados no entorno do arquipélago de Abrolhos.

As sete áreas fazem parte do pacote de blocos de petróleo incluídos na 16ª Rodada de Licitações, que o governo Jair Bolsonaro quer privatizar em outubro.

A área técnica do Ibama apontou que quatro blocos localizados na bacia Camamu-Almada, na Bahia, ficam na região sul do Estado, entre as cidades de Salvador e Ilhéus.

Em caso de qualquer incidente com derramamento de óleo, a dispersão do material na água poderia atingir “todo o litoral sul da Bahia e a costa do Espírito Santo, incluindo todo o complexo recifal do banco de Abrolhos”.

O banco compreende uma área de 32 mil quilômetros quadrados de água rasa, com recifes de coral e manguezais, entre a Bahia e o Espírito Santo. Vazamentos no local atingiriam ainda, e em poucas horas, manguezais e recifes de corais, comprometendo a fauna e pesqueiros relevantes da região para pesca artesanal. Na região está o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, onde ocorrem espécies endêmicas. Aves, tartarugas e baleias também habitam o local.

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Ao Estado, o presidente do Ibama negou ter ignorado as recomendações sobre o risco de vazamento de óleo em uma das regiões de maior biodiversidade do oceano Atlântico.

Leia a reportagem na íntegra

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