03 de dezembro de 2018, 07h20

Presidente do México negocia com Cuba para levar médicos que atuavam no Brasil

Obrador, que assumiu a Presidência no sábado (1), pretende fazer uma adaptação mexicana do Mais Médicos, programa que envolveu cerca de 15 mil especialistas cubanos designados para 1,6 mil municípios em algumas das áreas de mais difícil acesso do Brasil.

Arison Jardim/ Secom

O presidente do México, Andres Manuel Lopez Obrador, que assumiu o comando do país no sábado (1º) está negociando o governo cubano para receber ao menos 3 mil dos 8,5 mil profissionais que atuavam no Programa Mais Médicos, no Brasil. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo a reportagem, Obrador pretende fazer uma adaptação mexicana do Mais Médicos, um programa que envolveu cerca de 15 mil especialistas cubanos designados para 1,6 mil municípios em algumas das áreas de mais difícil acesso do Brasil.

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Os números do México em relação à saúde são alarmantes: mais da metade dos mexicanos não tem acesso a nenhum tipo de seguridade social, as reclamações entre os médicos contratados pelo Estado se estendem por todo o país e se agravaram depois que o ex-presidente Enrique Peña Nieto anunciou um corte no setor de saúde, que gerou uma onda de protestos em 2016.

Em seu discurso de posso, Obrador disse que nada prejudicou mais o México do que a “desonestidade” dos governantes e da minoria que lucrou com o “tráfico de influência”. “A crise no México se originou não só no fracasso do modelo neoliberal aplicado em 36 anos, mas também no predomínio da mais imunda corrupção pública e privada. Eu digo com realismo e sem preconceitos: a política econômica foi um desastre, uma calamidade para a vida pública do país”, disse, segundo o El País.

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