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09 de maio de 2019, 16h39

Preso novamente: Temer se entrega à Polícia Federal em São Paulo

Justiça revogou o habeas corpus do ex-presidente, que é acusado de liderar uma organização criminosa que teria negociado propina milionária nas obras da usina nuclear de Angra 3

Fotos Públicas
O ex-presidente Michel Temer (MDB) se apresentou voluntariamente à Polícia Federal (PF) na tarde desta quinta-feira (9), em São Paulo, para voltar à prisão. Ele seguiu escoltado por agentes federais de sua casa, na zona oeste da capital paulista, até a superintendência da PF na Lapa. O amigo do emedebista, João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, também se entregou às autoridades. Eles e mais seis pessoas são alvos de uma operação que investiga desvios  nas obras da usina nuclear de Angra 3, operada pela Eletronuclear. O grupo é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sendo que...

O ex-presidente Michel Temer (MDB) se apresentou voluntariamente à Polícia Federal (PF) na tarde desta quinta-feira (9), em São Paulo, para voltar à prisão. Ele seguiu escoltado por agentes federais de sua casa, na zona oeste da capital paulista, até a superintendência da PF na Lapa.

O amigo do emedebista, João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, também se entregou às autoridades.

Eles e mais seis pessoas são alvos de uma operação que investiga desvios  nas obras da usina nuclear de Angra 3, operada pela Eletronuclear. O grupo é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sendo que Temer é apontado como o líder do esquema.

Temer e Lima tiveram que voltar à prisão após a 1ª Turma do Tribunal Reginal da 2ª Região (TRF-2) revogar o habeas corpus concedido em março pelo desembargador Ivan Athié. Os outros seis réus investigados na mesma operação tiveram os habeas corpus mantidos pelo colegiado.

A defesa de Temer já entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo a liberdade do ex-presidente. No documento, o advogado Eduardo Carnelós afirma que não há motivos para manter Temer preso porque os fatos apurados ocorreram há muito tempo. “Não há espaço, data venia, para a manutenção do paciente no cárcere a título cautelar, passado tanto tempo entre os fatos apurados e o presente momento”.

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O emedebista chegou a ser preso no dia 21 de março mas foi solto 4 dias depois.

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