24 de agosto de 2018, 07h43

Pressionado, Alckmin revê estratégia para mídias digitais

Com índices de intenção de voto na casa de um dígito, a campanha do candidato Geraldo Alckmin entrou em crise. A primeira baixa da equipe foi justamente num dos setores mais críticos na eleição de 2018: as redes sociais

Com índices de intenção de voto na casa de um dígito, a campanha do candidato à presidência Geraldo Alckmin entrou em crise. A primeira baixa da equipe foi justamente num dos setores mais críticos na eleição de 2018: as redes sociais.

O publicitário Marcelo Vitorino, responsável pela área digital, foi retirado do cargo nesta quinta-feira (23). Tucanos admitem reservadamente que a campanha não consegue encontrar uma narrativa nas redes sociais para “desconstruir” o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e tornar Alckmin mais palatável. O jornalista Alexandre Inagaki assumirá a coordenação digital da campanha.

“Alckmin está insatisfeito com a ação nas redes sociais e que Vitorino se desentendeu com membros da equipe do marqueteiro Lula Guimarães”, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Dirigentes de siglas do Centrão – grupo formado por DEM, PP, PR, Solidariedade e PRB – estão incomodados e disseram a Alckmin que a campanha precisa expor contradições de Bolsonaro.”

Para a campanha tucana, “o PT tem uma vaga garantida no segundo turno e que Alckmin é o candidato com mais estrutura e narrativa para disputar com os petistas”. A resiliência de Bolsonaro nas pesquisas, contudo, causa apreensão no comitê de Alckmin.

A equipe do PSDB ainda testa fórmulas para atacar Bolsonaro. A ideia é usar parte das inserções diárias que o PSDB tem direito na TV para confrontar o candidato do PSL. A “dose” pode aumentar, conforme o resultado.  Parte do entorno de Alckmin defende que ele adote tom mais agressivo contra Bolsonaro, mas outra corrente pensa que o ideal é preservá-lo e usar apenas a TV para a ‘propaganda negativa’.”