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16 de agosto de 2013, 19h07

Primeira vereadora travesti de Piracicaba se afasta do cargo após ataque racista

Madalena foi comparada a um macaco em uma fotomontagem veiculada na internet

Madalena foi comparada a um macaco em uma fotomontagem veiculada na internet

Por Redação

Em fotomontagem, Madalena aparece retratada como macaco (Foto: Reprodução Facebook)

A primeira vereadora travesti de Piracicaba, interior de São Paulo, irá se licenciar do cargo após ser vítima de um ataque racista na internet. Madalena (PSDB) tem 57 anos de idade e foi diagnosticada com um quadro depressivo. A vereadora deverá ficar 30 dias fora do exercício das funções de parlamentar quando passará, novamente, por uma análise de uma junta médica. Além da depressão, Madalena sofre com um câncer de próstata.

No último dia 2 de agosto, a vereadora descobriu uma fotomontagem na internet que a comparava a um macaco. Imediatamente, Madalena registrou um boletim de ocorrência e o site que abrigava a foto o retirou do ar. Após ter sido eleita, em 2012, a parlamentar foi ameaçada de morte, caso assumisse o cargo.

Madalena obteve mais de 3 mil votos no pleito eleitoral e é tida como uma das principais lideranças comunitárias de Piracicaba. No lugar da vereadora, assumirá Gilmar Tanno (PSDB).

Com informações do Portal G1