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13 de junho de 2013, 10h14

Primeiro-ministro diz que protestos acabarão em 24 horas na Turquia

Recep Tayyip Erdogan diz que policiais não expulsarão mais os manifestantes da praça Taskim

Recep Tayyip Erdogan diz que policiais não expulsarão mais os manifestantes da praça Taskim

Do Opera Mundi

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta quarta-feira, 12, que a onda de protestos contra o seu governo, iniciada há quase duas semanas, terminará em 24 horas e prometeu que a polícia adotará outro comportamento a partir de agora.

“Dei instruções ao Ministério do Interior. Em 24 horas isso terá acabado”, declarou Erdogan, segundo a emissora CNNTürk, que citou como fonte membros de uma associação profissional que mantiveram uma reunião com o primeiro-ministro ontem.

Erdogan prometeu que policiais adotarão outra postura com manifestantes; milhares foram expulsos da praça Taskim nesta terça-feira (11) (Foto: occupygezipics.tumblr.com)

Segundo as fontes, o primeiro-ministro explicou que “as forças de segurança atuarão de forma diferente a partir de agora” e assegurou que a Turquia não necessita de “lições” vindas do exterior.

Isso porque Estados Unidos e União Europeia criticaram os excessos da repressão policial durante as manifestações, que, até o momento, deixaram três mortos, incluindo um agente, e mais de 4 mil feridos.

Nesta terça-feira, o governador e o prefeito de Istambul deram declarações divergentes sobre a ação policial para reprimir os atos. O governador Hüseyin Avni Mutlu disse que os policiais deveriam apenas retirar banners e placas. O prefeito Kadir Topbaş, por sua vez, disse que a polícia manteria operações contra os manifestantes até que todos deixassem a praça Taskim.

Durante a reunião com uma delegação da Confederação de Comerciantes e Artesãos da Turquia, Erdogan insistiu que o “lobby das finanças” está por trás dos protestos e afirmou que há meses dispunha de relatórios dos serviços secretos sobre uma conspiração contra seu governo.