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20 de março de 2019, 07h21

Procon-SP notifica Google sobre vídeos com Momo, que incita crianças ao suicídio

Google afirma que não recebeu nenhuma evidência recente de vídeos mostrando ou promovendo o "desafio Momo" no YouTube Kids

O personagem Momo, que estaria aparecendo em vídeos no Youtube Kids (Reprodução)
Coluna da jornalista Mônica Bergamo, na edição desta quarta-feira (20) da Folha de S.Paulo, informa que a Fundação Procon-SP notificou o Google para que a empresa suspenda a veiculação de vídeos da personagem Momo no YouTube, que incitaria crianças ao suicídio e à violência. Vídeos feitos para crianças estariam sendo interrompidos com inserções da animação. A empresa tem 48 horas para responder. Segundo a reportagem, o Google afirma que não recebeu nenhuma evidência recente de vídeos mostrando ou promovendo o desafio Momo no YouTube Kids. “Conteúdo desse tipo violaria nossas políticas e seria removido imediatamente”. Em Minas, o Ministério Público...

Coluna da jornalista Mônica Bergamo, na edição desta quarta-feira (20) da Folha de S.Paulo, informa que a Fundação Procon-SP notificou o Google para que a empresa suspenda a veiculação de vídeos da personagem Momo no YouTube, que incitaria crianças ao suicídio e à violência.

Vídeos feitos para crianças estariam sendo interrompidos com inserções da animação. A empresa tem 48 horas para responder.

Segundo a reportagem, o Google afirma que não recebeu nenhuma evidência recente de vídeos mostrando ou promovendo o desafio Momo no YouTube Kids. “Conteúdo desse tipo violaria nossas políticas e seria removido imediatamente”.

Em Minas, o Ministério Público instaurou um procedimento sigiloso de investigação para apurar possíveis casos no ambiente virtual envolvendo a boneca-monstro Momo. A orientação do órgão é para que as denúncias sobre a aparição da imagem em vídeos, aplicativos ou nas redes sociais sejam encaminhadas para o e-mail: crimedigital@mpmg.mp.br

Nesta segunda-feira (18), o Ministério Público da Bahia (MPBA) também havia instaurado um procedimento para apurar o caso por meio do Núcleo de Combates a Crimes Cibernéticos (Nucciber), que chegou a notificar as plataformas citadas para darem uma resposta sobre o assunto e retirarem qualquer conteúdo considerado impróprio do ar.

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