16 de janeiro de 2019, 09h06

Procura por armas em lojas aumenta, mas preço assusta: “Não é como geladeira, que você parcela”

Em cidades como Belo Horizonte, São Paulo e Campo dos Goitacazes, no Rio, lojas registraram aumento da procura, mas valor dos armamentos assusta.

Foto: Raphael Alves
A eleição de Jair Bolsonaro (PSL), com promessas de facilitar o acesso a armas pelo cidadão comum, fez com que a procura por armamentos em lojas disparasse mesmo antes da posse, no dia 1º de janeiro. Segundo reportagem de Pedro Ferreira, na edição desta terça-feira (15) do jornal O Tempo, em 2018, a venda de armas de fogo na principal loja de armamentos de Belo Horizonte foi de 1 por mês em janeiro para 30 em dezembro. Nesta terça-feira (15), dia da assinatura do decreto, a loja recebeu mais de 100 ligações de interessados. “Hoje não demos conta de atender...

A eleição de Jair Bolsonaro (PSL), com promessas de facilitar o acesso a armas pelo cidadão comum, fez com que a procura por armamentos em lojas disparasse mesmo antes da posse, no dia 1º de janeiro.

Segundo reportagem de Pedro Ferreira, na edição desta terça-feira (15) do jornal O Tempo, em 2018, a venda de armas de fogo na principal loja de armamentos de Belo Horizonte foi de 1 por mês em janeiro para 30 em dezembro. Nesta terça-feira (15), dia da assinatura do decreto, a loja recebeu mais de 100 ligações de interessados.

“Hoje não demos conta de atender as ligações. O telefone tocou o dia inteiro. Foi o dia inteiro gente perguntando como seria a venda de armas de fogo agora”, disse Guilherme Salles, dono da loja.

Em São Paulo, também houve aumento da procura por armas de fogo nas últimas semanas, mas o preço tem assustado aqueles que buscam o equipamento. Uma pistola custa em média R$ 7 mil. “Não é como geladeira, que você parcela”, disse Vera Ratti, dona de uma loja na capital.

Wallacy Jacomine, dono de loja em Campos de Goytacazes (RJ), prevê alta de 20% nas vendas. “Não será maior porque não é barato. O perfil do interessado também não deve mudar. São empresários, comerciantes.”

Com informações dos jornais O Tempo e O Estado de S.Paulo.