14 de agosto de 2017, 12h50

Procurador da Lava Jato diz que foi convidado a ir ao Jaburu à noite, mas recusou

“Tenho para mim que encontros fora da agenda não são ideais para nenhuma situação de um funcionário público”, aponta o integrante da força-tarefa da Lava Jato.

Da Redação*

Integrante da força-tarefa da Lava Jato, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, afirmou, nesta segunda-feira (14), que o presidente Michel Temer o convidou para uma reunião à noite do Palácio do Jaburu. Este encontro deveria ter acontecido no dia da votação do impeachment da ex-presidenta Dilma, mas foi recusado por parte de Lima. A declaração foi dada ao comentar sobre outro encontro noturno, que aconteceu com a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

“Tenho para mim que encontros fora da agenda não são ideais para nenhuma situação de um funcionário público. Nós mesmos, no dia da votação do impeachment, fomos convidados a comparecer ao Palácio do Jaburu à noite e nos recusamos, porque entendíamos que não tínhamos nada o que falar com o eventual [novo] presidente do Brasil naquele momento”, contou.

Esta revelação foi feita à imprensa, em São Paulo, antes do procurador ministrar uma palestra sobre investigações anticorrupção no Ministério Público Federal, em evento organizado pela Câmara Americana de Comércio.

Ainda quando questionado sobre o que pensava sobre o encontro de Temer com a futura PGR, o procurador disse que não é “corregedor do MP”, mas que “todo funcionário público é responsável pelos atos que tem (…) infelizmente, não há como fugir da responsabilização das pessoas perante a sociedade (…) Temos agora que avaliar as consequências que dentro da política que o Ministério Público vai ter a partir da gestão Dodge”, apontou.

*com informações do UOL
Foto: Ichiro Guerra/PR