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21 de janeiro de 2019, 16h20

Procurador nega que MP-RJ tenha quebrado sigilo de Flávio Bolsonaro

“Houve quebra do sigilo dos deputados? É óbvio que não”, afirmou Eduardo Gussem, procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Eduardo Gussem, procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, negou, nesta segunda-feira (21), que o Ministério Público do Rio (MP-RJ) tenha quebrado o sigilo de Flávio Bolsonaro ou de qualquer deputado, em função do relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf), de acordo com informações de Nicolás Satriano, do G1. Dezenas de pessoas foram citadas tendo movimentação financeira “atípica”. Gussem defendeu que a lei que atribui ao Coaf a capacidade de informar movimentações suspeitas tem 20 anos de existência, período em que essas comunicações são feitas de forma normal. Fórum terá um jornalista em...

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Eduardo Gussem, procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, negou, nesta segunda-feira (21), que o Ministério Público do Rio (MP-RJ) tenha quebrado o sigilo de Flávio Bolsonaro ou de qualquer deputado, em função do relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf), de acordo com informações de Nicolás Satriano, do G1.

Dezenas de pessoas foram citadas tendo movimentação financeira “atípica”. Gussem defendeu que a lei que atribui ao Coaf a capacidade de informar movimentações suspeitas tem 20 anos de existência, período em que essas comunicações são feitas de forma normal.

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“Houve quebra do sigilo dos deputados? É óbvio que não. A Lei 9.613 tem 20 anos, e há 20 anos nós procedemos dessa forma”, disse.

O procurador-geral afirmou, ainda, que, ao todo, 27 deputados estaduais são investigados na esfera cível em procedimentos abertos no MP-RJ. Lembrando que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) conta 70 deputados.

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Investigação

“Existem investigações na área cível contra todos os deputados citados no relatório do Coaf”, declarou Gussem. De acordo com MPRJ, o relatório do órgão chegou ao Ministério Público “espontaneamente”, após ser usado na investigação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio.

“O Coaf encaminhou espontaneamente, tem 422 páginas, centenas de pessoas citadas e cabe a nós analisar cada elemento contido aqui dentro”.

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