04 de julho de 2018, 17h02

Procuradora será investigada a pedido de Gilmar Mendes e Dias Toffoli

Monique Cheker, via Twitter, teria insinuado que magistrados do Supremo Tribunal Federal “ganham por fora” para beneficiar “companheiros”

(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A Corregedoria Nacional do Ministério Público instaurou reclamação disciplinar contra a procuradora Monique Cheker, do Rio de Janeiro, segundo publicou Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo. A iniciativa tem por objetivo apurar e investigar declaração feita por ela, via Twitter, na qual teria insinuado que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) recebiam ”por fora” para julgar a favor de “companheiros”.

“Não há limite. Vamos pensar: os caras [magistrados] são vitalícios, nunca serão responsabilizados via STF ou via Congresso e ganharão todos os meses o mesmo subsídio. Sem contar o que ganham por fora com os companheiros que beneficiam. Para quê ter vergonha na cara”, postou a procuradora segunda-feira (2), em seu perfil na rede social.

Na terça (3), Luiz Fernando Bandeira de Mello, conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), enviou uma representação ao corregedor Orlando Rochadel para que fosse apurada “eventual infração disciplinar” contra Monique.

O ministro Gilmar Mendes também encaminhou a publicação ao corregedor, pedindo providências “em nome próprio” e em nome do ministro Dias Toffoli. Os magistrados pediram, ainda, “a adoção de medidas de cunho disciplinar para o esclarecimento da questão”.

Além desse caso, integrantes do STF também receberam críticas do procurador do Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira. Por isso, advogados pretendem recorrer a órgãos de controle contra ele. Pelo Twitter, disse que os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello “parecem sofrer quando um corrupto é preso”.