12 de dezembro de 2018, 09h03

Procuradores da Fazenda se rebelam contra Paulo Guedes e ameaçam entregar cargos

Procuradores da Fazenda ameaçam entregar todos os cargos de chefia e parar o funcionamento do órgão se o nome do atual diretor do BNDES, Marcelo de Siqueira, for confirmado para comandar a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Paulo Guedes (Reprodução/Youtube)

Reportagem de Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, na edição desta quarta-feira (12) do jornal O Estado de S.Paulo, afirma que procuradores da Fazenda ameaçam entregar todos os cargos de chefia e parar o funcionamento do órgão se o nome do atual diretor do BNDES, Marcelo de Siqueira, for confirmado para comandar a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Siqueira foi anunciado pelo futuro superministro da Economia de Jair Bolsonaro (PSL), o economista Paulo Guedes.

“Assim que Siqueira for nomeado, ninguém vai trabalhar com ele. Eles não se sentirão confortáveis para trabalhar com uma pessoa que não sabe o trabalho que nós fazemos”, disse ao jornal o presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), Achiles Frias.

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Vinculado ao Ministério da Fazenda, a PGFN é responsável por atuar na cobrança judicial das dívidas que as empresas e pessoas físicas têm com a União. Desde 2015, o órgão conseguiu evitar perda de R$ 2 trilhões para a União, segundo o sindicato.

Há praticamente duas décadas, a chefia da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional é ocupada por um procurador da Fazenda Nacional (PFN). A categoria vê como um retrocesso uma mudança nessa tradição. Os procuradores votaram para definir a entrega dos cargos; 86% foram favoráveis ao movimento.

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