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18 de dezembro de 2018, 19h30

Procuradoria eleitoral pede cassação de Doria e inelegibilidade de Skaf

Documentos apontam a utilização da máquina da prefeitura e do Sistema S para propaganda durante a campanha eleitoral de 2018

Foto: YouTube/Reprodução A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) pediu, nesta terça-feira (18), investigação judicial eleitoral sobre João Doria (PSDB), governador eleito de São Paulo, e Paulo Skaf, presidente da Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp), que foi candidato ao governo pelo MDB. Os casos se referem a questionamentos relacionados às publicidades feitas pelos dois em campanha pré-eleitoral. O órgão pede a cassação da diplomação da chapa de Doria, de acordo com informações de Wálter Nunes e José Marques, da Folha de S.Paulo. Na ação, os procuradores questionam despesas com publicidade da prefeitura de São Paulo no início de 2018....

Foto: YouTube/Reprodução

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) pediu, nesta terça-feira (18), investigação judicial eleitoral sobre João Doria (PSDB), governador eleito de São Paulo, e Paulo Skaf, presidente da Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp), que foi candidato ao governo pelo MDB. Os casos se referem a questionamentos relacionados às publicidades feitas pelos dois em campanha pré-eleitoral.

O órgão pede a cassação da diplomação da chapa de Doria, de acordo com informações de Wálter Nunes e José Marques, da Folha de S.Paulo. Na ação, os procuradores questionam despesas com publicidade da prefeitura de São Paulo no início de 2018.

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Conforme os magistrados, os valores foram “superiores à média dos primeiros semestres dos três anos anteriores, seja com base no critério adotado nas contas do Executivo Municipal, que considera o período da produção ou veiculação da campanha, seja com base no critério adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral, que leva em conta a liquidação dos valores”.

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Sistema S

Em relação a Skaf, que ficou na terceira colocação na disputa eleitoral pelo governo de São Paulo, a Procuradoria declara que ele abusou do poder econômico e utilizou indevidamente meios de comunicação social como presidente da Fiesp e do Sesi e Senai de São Paulo.

Foi citada, ainda, a contratação da agência Prole, cujo marqueteiro, Renato Pereira, se transformou em delator na Lava Jato. Pereira denuncia que os contratos de publicidade com as entidades foram usados para fazer propaganda pessoal de Skaf. O marqueteiro foi responsável pela campanha do pato amarelo, relacionada ao impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

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