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14 de novembro de 2018, 07h09

Procuradoria investiga segundo repasse via Caixa dois a Onyx Lorenzoni, diz jornal

No ano passado, o futuro chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PSL) já havia confessado ter recebido da empresa R$ 100 mil na campanha de 2014, que não foi declarado à Justiça.

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Reportagem de Rubens Valente e Fábio Fabrini, na edição desta quarta-feira (14) da Folha de S.Paulo, revela que o futuro ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Onyx Lorenzoni (DEM/RS), teria recebido um segundo repasse da JBS, no valor de R$ 100 mil, via caixa dois na campanha de 2012. O valor consta em uma planilha entregue por delatores da JBS à Procuradoria Geral da República (PGR). No ano passado, o deputado já havia confessado ter recebido da empresa R$ 100 mil na campanha de 2014, que não foi declarado à Justiça. Futuro ministro da Justiça, Sérgio...

Reportagem de Rubens Valente e Fábio Fabrini, na edição desta quarta-feira (14) da Folha de S.Paulo, revela que o futuro ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Onyx Lorenzoni (DEM/RS), teria recebido um segundo repasse da JBS, no valor de R$ 100 mil, via caixa dois na campanha de 2012.

O valor consta em uma planilha entregue por delatores da JBS à Procuradoria Geral da República (PGR). No ano passado, o deputado já havia confessado ter recebido da empresa R$ 100 mil na campanha de 2014, que não foi declarado à Justiça. Futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro disse que Lorenzoni “já admitiu e pediu desculpas” sobre este valor recebido via caixa dois.

Segundo a reportagem, a planilha mostra que Onyx recebeu outros R$ 100 mil em dinheiro no dia 30 de agosto de 2012, durante as eleições municipais.

Na época, o deputado não concorreu a cargos eletivos, mas era presidente do DEM no RS e apoiou vários candidatos. Nos registros do Tribunal Superior Eleitoral, não consta doação oficial da JBS ou da J&F —holding que a controla— para a sigla naquelas eleições.

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Os dois pagamentos estão sendo investigados pela Procuradoria desde agosto, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin.

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