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25 de Abril de 2014, 22h12

Produtoras de cerveja negam a utilização de milho transgênico

Abaixo-assinado lançado na rede pede para que as produtoras de cerveja revelem se usam ou não o ingrediente em seus produtos

Abaixo-assinado lançado na rede pede para que as produtoras de cerveja revelem se usam ou não o ingrediente em seus produtos

Por Marcelo Hailer

Foi lançado um abaixo assinado no Change questionando a Ambev se há milho transgênico em suas cervejas, sendo que, em caso positivo, a empresa coloque tal informação no rótulo das cervejas.

De acordo com o texto, a legislação brasileira permite que até 45% da cevada utilizada na produção de cerveja seja substituída por fontes de carboidratos mais baratas, como o milho. Há também a informação de que 90% do milho plantado no Brasil é transgênico. Frente a isso, o documento pede que a cerveja não contenha o grão modificado geneticamente. A ação pede que as fabricantes de cerveja cumpram a lei que torna obrigatória a informação no rótulo de produtos que utilizam mais de 1% de ingredientes transgênicos em sua composição.

À Fórum, a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) declarou “que nenhuma das cervejas de suas associadas apresenta qualquer traço de transgenia no produto final e todas seguem exemplarmente as determinações legais.” A Heineken foi objetiva e declarou que a utilização de produtos transgênicos “não ocorre em sua produção”. A Ambev, responsável pelas cervejas Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia, Original, Polar, Serramalte, skol 360º, Antarctica SubZero, Budweiser, Stella Artois, Quilmes, Leffe e Hoegaarden, disse que não utiliza milho transgênicos em seus produtos.

O Grupo Petrópolis, responsável pelas marcas Itaipava, Cristal, Lokal, Black Princess Gold, Petra e Weltenburger Kloster respondeu que as suas cervejas “são formuladas em perfeita consonância com o que determina a legislação dos órgãos reguladores nacionais para a produção e comercialização de bebidas. Nenhuma delas utiliza o milho in natura como fonte de carboidrato, mesmo que isso seja permitido pela legislação. As cervejas são analisadas em laboratórios próprios, em suas instalações fabris e em laboratórios especializados, credenciados pelos órgãos reguladores – e não existe nos produtos qualquer traço de transgenia. Toda informação legal e de relevância consta nos rótulos dos produtos da empresa”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o único aspecto que lhe diz respeito na produção de cervejas é a adição de aditivos e que o controle sobre a utilização de milho transgênico é de responsabilidade do Ministério da Agricultura que, por sua vez, não respondeu às perguntas encaminhadas até o fechamento desta matéria.

A reportagem tentou contato com uma das organizadoras do abaixo-assinado, mas até o encerramento não houve retorno.