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29 de Maio de 2015, 18h14

Professores estaduais de SP decidem manter greve, que caminha para ser a mais longa da história

Em assembleia realizada no vão livre do Masp, na capital, os docentes optaram pela continuidade da paralisação, que chega ao seu 75º dia, próximo à marca atingida pela maior greve da categoria, em 1989, que durou 80 dias

Em assembleia realizada no vão livre do Masp, na capital, os docentes optaram pela continuidade da paralisação, que chega ao seu 75º dia, próximo à marca atingida pela maior greve da categoria, em 1989, que durou 80 dias 

Por Redação 

Professores da rede estadual de ensino de São Paulo estão prestes a completar o maior período em greve da história da categoria. Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (29) no vão livre do Masp, na capital, os docentes decidiram manter a paralisação que completa hoje 75 dias. Como a próxima assembleia acontecerá em, no mínimo, uma semana, a greve deve ultrapassar a de 1989, até então a mais longa, com duração de 80 dias.

De acordo com a Apeoesp, cerca de 30% dos docentes de todos os municípios do estado aderiram à paralisação. O número chegou a ser maior, mas alguns professores voltaram ao trabalho depois que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou o corte de ponto dos grevistas. Para a presidenta do sindicato, Bebel Noronha, a medida é “autoritária” e funciona como um “cala boca”.

“O governador precisa parar com esse negócio de calar a boca de funcionário público. Ele tem poder de descontar salários! Greve que é resolvida assim não é resolvida, é empurrada”, disse nesta semana em entrevista coletiva

Além da principal pauta – que é o reajuste de 75,33% no salário para equiparar com as demais categorias, conforme determina meta do Plano Nacional de Educação (PNE) – os docentes paulistas reivindicam, entre outros pontos, o fim das salas de aula superlotadas e do assédio moral, fim dos descontos das licenças médicas, pagamento dos dias parados, reposição das aulas e protestam contra a criminalização do movimento grevista.

Foto: Inacio Teixeira/Coperphoto/Jornalistas Livres