Seja Sócio Fórum
23 de fevereiro de 2019, 08h51

Promotoria vai investigar shopping Higienópolis para que não se repita caso do Extra

O shopping pediu autorização para que seus seguranças apreendessem crianças em situação de rua e as entregassem à PM

Fachada do shopping Higienópolis (Reprodução/Facebook)
A Promotoria da Infância e da Juventude abriu um inquérito civil para apurar o caso do shopping Higienópolis, que pediu autorização para que seus seguranças apreendessem crianças em situação de rua e as entregassem à PM. O objetivo é averiguar se o sistema de informações sobre os direitos das crianças está funcionando. “Não podemos deixar que aconteça em SP o que já ocorreu no Rio”, diz o promotor Eduardo Dias Ferreira, referindo-se ao jovem morto por um segurança da rede Extra. Para o promotor, o que ocorreu no shopping Higienópolis não é um fato isolado em SP. “Há relatos de problemas...

A Promotoria da Infância e da Juventude abriu um inquérito civil para apurar o caso do shopping Higienópolis, que pediu autorização para que seus seguranças apreendessem crianças em situação de rua e as entregassem à PM.

O objetivo é averiguar se o sistema de informações sobre os direitos das crianças está funcionando. “Não podemos deixar que aconteça em SP o que já ocorreu no Rio”, diz o promotor Eduardo Dias Ferreira, referindo-se ao jovem morto por um segurança da rede Extra.

Para o promotor, o que ocorreu no shopping Higienópolis não é um fato isolado em SP. “Há relatos de problemas no entorno dos shoppings Santa Cruz e Tatuapé, por exemplo”, disse.

Ferreira afirma ainda que tanto seguranças e empresas, quanto a sociedade, devem ser informados sobre as atitudes corretas a serem tomadas com as crianças. “É preciso chamar o serviço de abordagem da Secretaria de Assistência Social e o conselho tutelar.”

Aos órgãos cabe o encaminhamento dos menores, a seus pais ou a locais de acolhimento. “Jamais à polícia”, afirma.

Shopping já foi investigado por racismo

O Shopping Higienópolis, considerado um dos mais elitizados de São Paulo, foi alvo de investigação sobre racismo, em 2017, quando o jornalista Enio Squeff, branco, tomava chá com o filho Raul, 7 anos, negro, e foi interpelado por uma segurança da unidade, que perguntava se o garoto estaria “incomodando”. Relembre o caso aqui.

Com informações da coluna de Mônica Bergamo

Fórum em Brasília, apoie a Sucursal

Fórum tem investido cada dia mais em jornalismo. Neste ano inauguramos uma Sucursal em Brasília para cobrir de perto o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Clique no link abaixo e faça a sua doação.

Apoie a Fórum