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25 de setembro de 2014, 12h08

Protestos marcam Dia Latino-Americano de Luta pela Descriminalização do Aborto

Manifestações no domingo (28) irão lembrar todas aquelas que morreram ou foram julgadas em função do aborto, que, ao ser criminalizado, penaliza principalmente mulheres negras e pobres.

Manifestações no domingo (28) irão lembrar todas aquelas que morreram ou foram julgadas em função do aborto, que, ao ser criminalizado, penaliza principalmente mulheres negras e pobres Por Redação O dia 28 de setembro foi escolhido como o Dia de Luta pela Descriminalização e Legalização do Aborto em 1990, na Argentina, durante o Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe. A reivindicação é que o aborto seja considerado um direito da mulher de poder decidir sobre o que fazer diante de uma gravidez inesperada, podendo interrompê-la sem ser julgada pelo ato. A medida já foi tomada por vários países, como Inglaterra, Holanda,...

Manifestações no domingo (28) irão lembrar todas aquelas que morreram ou foram julgadas em função do aborto, que, ao ser criminalizado, penaliza principalmente mulheres negras e pobres

Por Redação

O dia 28 de setembro foi escolhido como o Dia de Luta pela Descriminalização e Legalização do Aborto em 1990, na Argentina, durante o Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe. A reivindicação é que o aborto seja considerado um direito da mulher de poder decidir sobre o que fazer diante de uma gravidez inesperada, podendo interrompê-la sem ser julgada pelo ato. A medida já foi tomada por vários países, como Inglaterra, Holanda, Suécia, França, Itália, México e Portugal.

Militantes do movimento feminista afirmam que a criminalização do aborto no Brasil penaliza principalmente as mulheres pobres e negras, que possuem menos acesso a métodos contraceptivos e, em caso de gravidez, recorrem a clínicas clandestinas com condições precárias de funcionamento.

Nas principais cidades do país, a data será marcada por protestos para chamar a atenção sobre o tema. Na Avenida Paulista, em São Paulo, haverá o “Cortejo da mulher negra morta em aborto clandestino”. De acordo com as organizadoras, a manifestação irá contar com um velório simbólico de todas as mulheres que abortaram e morreram, ou que foram maltratadas, extorquidas e julgadas. O evento acontece no domingo, às 12h, com concentração na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, entre as ruas Bela Cintra e Consolação.

Veja também:  Bolsonaro se enrola ao tentar adaptar bordão: "Brasil e Estados Unidos acima de tudo"

Confira também outros eventos nas cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Foto de capa: Divulgação

 

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