20 de novembro de 2018, 15h02

Protestos marcam os dias que antecedem a cúpula do G20 na Argentina

A preparação do encontro enfrentou protestos no Uruguai por uma grande mobilização militar em seu território.

Divulgação/G20

Nos próximos dias 30 de novembro e 1° de dezembro será realizado o encontro anual dos presidentes do G20 em Buenos Aires, na Argentina.

Realizado em 2017, em Hamburgo, na Alemanha e em 2016, em Hangzhou, na China, os últimos encontros do grupo foram marcados por um certo isolamento do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Tal isolamento, seria justificado por seus posicionamentos sobre nacionalismo, protecionismo econômico, bem como em outras questões, como a ambiental, a situação dos refugiados e do Oriente Médio.

Trump, Xi Jinping e Putin são mais uma vez os protagonistas. Além dos já citados, dois outros temas entre as três potências maiores podem causar desdobramentos ainda mais profundos nas relações internacionais, ou seja, a “guerra comercial entre China e EUA” e a “ameaça de uma saída dos EUA do Acordo sobre Armas Nucleares”.

Desse modo, se em 2016 e 2017, tiveram a questão ambiental e dos refugiados como destaques, essa edição do G20 em Buenos Aires, terá o foco sobre a guerra comercial e a questão militar.

Na reunião da APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico), há alguns dias atrás, viu-se o tom do debate que teremos no G20. Chineses e norte-americanos, travaram duras batalhas sobre a questão comercial.

Enquanto esperamos o encontro de chefes de estado, os ministros de diversas áreas desses países já organizam o evento em Buenos Aires. A preparação do encontro, por outro lado, enfrentou protestos no Uruguai por uma grande mobilização militar em seu território.

Sobre outros temas, a corrida desenvolvimentista sobre a África continua a todo vapor, bem como um Acordo de Livre-Comércio entre Mercosul
e a União Européia – que ainda aparecem prematuros, apesar da expectativa geral diante do novo quadro político no ocidente.

Em tempo: entre os coadjuvantes, o presidente brasileiro, Michel Temer, que ficou isolado em 2016 e 2017, seguirá cumprindo seu papel. A expectativa internacional era sobre uma participação do presidente recém-eleito, Jair Bolsonaro, mas ao que tudo indica o mesmo estará ausente.

Apesar de muitos analistas criticarem a falta de efetividade, legitimidade e transparência do G20, esse evento tem uma grande importância para o mundo. O chamado G20 composto pelas 19 nações mais industrializadas do mundo, mais a União Européia, representa 2/3 da população mundial e 90% da força econômica global.