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02 de abril de 2016, 14h01

PSDB e DEM pedem a prisão do coordenador nacional do MTST Guilherme Boulos

Os partidos enviaram uma representação cada um contra o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto em que o acusam de “incitação ao crime”; movimentos sociais reagem à tentativa de criminalização Da Redação Favoráveis ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o PSDB e o DEM agora querem calar o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos. Eles entraram com representações contra o militante em que o acusam de “incitação à violência”. Ele tem sido uma importante voz contra o golpe que pretendem dar contra a democracia e o mandato presidencial. O PSDB usou a declaração de...

Os partidos enviaram uma representação cada um contra o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto em que o acusam de “incitação ao crime”; movimentos sociais reagem à tentativa de criminalização

Da Redação

Favoráveis ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o PSDB e o DEM agora querem calar o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos. Eles entraram com representações contra o militante em que o acusam de “incitação à violência”. Ele tem sido uma importante voz contra o golpe que pretendem dar contra a democracia e o mandato presidencial.

O PSDB usou a declaração de Boulos de que “haveria resistência” ao impeachment sem base legal para formalizar a acusação. O DEM vai mais longe e o acusa também de “formação de milícia privada”. A queixa se refere à afirmação de que o “país pegaria fogo com greves e ocupações” caso o golpe fosse adiante.

Em nota, Boulos comentou as ações dos dois partidos contra si. “É uma ofensiva no sentido da criminalização. A orientação dos advogados do movimento foi tentar dar a maior visibilidade possível e demonstrar reação (mesmo que pelas redes) para evitar alguma ação arbitrária, tal como prisão preventiva”, afirma. Uma campanha em solidariedade ao líder dos sem-teto já circula na internet.

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O MTST também divulgou um texto em que afirma que tais atitudes só mostram como “a direita se assustou” com o povo nas ruas. “Acharam que o golpe seria jogo ganho, mas depararam-se contra uma parte importante dos brasileiros que não está mais disposta a abrir mão dos seus direitos e do mínimo de democracia a que ainda temos acesso. O movimento popular resiste bravamente ao golpe da Casa Grande!”, sustentam.

O movimento social diz ainda que a tentativa de criminalização não vai intimidá-lo. “Ocuparemos todos os espaços possíveis para bradar contra o fascismo que cresce sorrateiramente. Não nos calarão. Voltem para as catacumbas obscuras de onde vieram! Golpe nunca mais!”, afirma.

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