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14 de dezembro de 2014, 09h41

PSDB teria recebido propina no VLT de Santos

Planilhas apreendidas pela Polícia Federal mostram cálculos feitos pela empresa Queiroz Galvão, relacionando valores recebidos em obras do VLT e doações feitas ao partido tucano durante as eleições.

Planilhas apreendidas pela Polícia Federal mostram cálculos feitos pela empresa Queiroz Galvão, relacionando valores recebidos em obras do VLT e doações feitas ao partido tucano durante as eleições

Por Redação

Durante a sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga um suposto desvio de recursos da Petrobras, a Polícia Federal apreendeu planilhas na sede da empreiteira Queiroz Galvão, em São Paulo. Os documentos faziam referência entre os valores recebidos pela empresa em obras públicas e as doações feitas a partidos e candidatos.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a obra realizada pelo governo de São Paulo, por meio da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista estava especificada nas anotações encontradas pela PF.

Neste caso, os papeis mostravam que foi aplicado um cálculo de “1,5% vezes 66%” no valor da obra, que seria de R$ 117,5 milhões. O resultado aponta a quantia de R$ 1,16 milhão, que a Queiroz Galvão reconheceu ser uma “provisão financeira para o PSDB”, partido do governador Geraldo Alckmin. Segundo a conta, dois terços do valor destinado a doações (1,5% do recebido líquido) foi para o PSDB.

Em outra planilha a que a polícia teve acesso, esse exato valor é atribuído ao PSDB Nac. [nacional]. Outros políticos destinatários de possíveis doações aparecem, com iniciais. Conforme explicações da própria empresa, “J.S” é o senador eleito José Serra (PSDB-SP), “P.S” é o candidato do PMDB ao governo Paulo Skaf e “E.A.” é o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empreiteira doou R$ 3,7 milhões ao diretório nacional do PSDB nas últimas eleições.

Conforme as investigações da PF, há ainda valores associados a outras obras, como o Contorno de São Sebastião (CSS) e Consórcio Monotrilho Leste (CEML), realizados pelo governo de São Paulo.

Foto de capa: Reprodução / Facebook