17 de março de 2018, 13h03

PSOL ingressa no CNJ contra desembargadora que acusou Marielle Franco

“As declarações da desembargadora são inaceitáveis. Elas são parte da onda de boatos mentirosos que grupos de extrema-direita passaram a disseminar nas redes sociais”, diz Juliano Medeiros, presidente nacional do partido

Juliano Medeiros: “A questão é que não se trata de um áudio anônimo num grupo de WathsApp, mas de uma representante do Poder Judiciário. Isso não pode ficar sem punição” – Foto: PSOL.50

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, informou que o partido vai ingressar com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o órgão tome providências contra a desembargadora Marília Castro Neves, que acusou a vereadora Marielle Franco de envolvimento com o crime organizado. “As declarações da desembargadora são inaceitáveis. Elas são parte da onda de boatos mentirosos que grupos de extrema-direita passaram a disseminar nas redes sociais desde ontem (sexta-feira, 16). A questão é que não se trata de um áudio anônimo num grupo de WathsApp, mas de uma representante do Poder Judiciário. Isso não pode ficar sem punição. É uma afronta à luta da Marielle e de todos os defensores de direitos humanos”, revelou Juliano, em contato com a Fórum.

O presidente do PSOL não foi a única liderança que se manifestou contra a desembargadora. Pelo Twitter, o deputado federal do partido, Ivan Valente, protestou: “Denunciar a desembargadora ao CNJ deve ser feito. Mas é pouco. Não é opinião de cidadã, é calúnia, é prática fascista digna de execração pública”. Em outra mensagem, Valente escreveu: “A desembargadora Marília Castro Neves acaba de declarar (folha) q. Marielle foi assassinada por dívidas c/o comando vermelho e q. seu “cadáver comum” está sendo valorizado p/esquerda. Deve ser processada por calúnia e condenada por estupidez humana”.

Também via Twitter, Guilherme Boulos, pré-candidato a presidente pelo PSOL, rebateu: “Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acusa Marielle de fazer parte de organização criminosa. Essa senhora precisa ser denunciada e punida pelo Conselho Nacional de Justiça”.