ASSISTA
08 de dezembro de 2014, 21h04

PT diz que não aceitará ‘casuísmo’ do TSE

A coordenação financeira da campanha de Dilma divulgou um comunicado, nesta segunda-feira (8), contestando os técnicos do TSE que pedem a reprovação das contas da presidenta.

A coordenação financeira da campanha de Dilma Rousseff divulgou um comunicado, nesta segunda-feira (8), contestando os técnicos do TSE que pedem a reprovação das contas da presidenta

Por Redação

A coordenação financeira da campanha de Dilma Rousseff (PT) questionou, nesta segunda-feira (8), os técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pedem a reprovação das contas da presidenta. Segundo a nota divulgada pelo partido, as questões apontadas no parecer para justificar a reprovação são “meramente formais” e referem-se às datas de lançamento das prestações de contas parciais – com gastos realizados em julho informados em agosto e gastos realizados em agosto informados na prestação de contas final.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

Em relação à divulgação do parecer da Assessoria Técnica do TSE que opina pela desaprovação das contas de campanha do PT, esclarece-se:

1) até o presente momento, não tivemos acesso ao parecer técnico elaborado pelo TSE;

2) os aspectos questionados são de natureza formal. Em nada questionam a lisura da arrecadação e das despesas. A campanha Dilma Rousseff seguiu rigorosamente a legislação vigente, os princípios éticos e a mais absoluta transparência, seja na arrecadação como na ordenação de despesas;

3) toda a arrecadação e gastos de campanha foram rigorosamente informados à Justiça Eleitoral, não havendo questionamento que subsista a uma verificação atenta dos 245 volumes de documentos apresentados. Grande parte dos questionamentos encontram suas respostas nos documentos apresentados ao próprio TSE;

4) as questões apontadas no parecer para justificar a desaprovação, conforme divulgadas pela imprensa, são meramente formais e estão relacionadas exclusivamente às datas de lançamento das prestações de contas parciais – gastos realizados em julho informados em agosto; gastos realizados em agosto informados na prestação de contas final – ou seja, questões que não comprometem a verificação integral das contas. Importante ressaltar que a prestação de contas seguiu rigorosamente a legislação em vigor;

5) deve-se salientar ainda que o rigor da Assessoria Técnica em relação às questões formais apontadas não encontra amparo legal nem na própria jurisprudência do TSE;

6) por fim, espera o Partido dos Trabalhadores e a Coligação “Com a força do povo” que o Tribunal Superior Eleitoral, em nome da segurança jurídica, não altere deliberada e casuisticamente sua orientação anteriormente firmada.

Coordenação Financeira da Campanha Dilma Rousseff

Foto de capa: Roberto Stuckert Filho/PR