12 de maio de 2018, 16h39

PT se reúne em São Paulo e decide montar um comitê físico “Lula Presidente”

A maior corrente interna do partido, Construindo um Novo Brasil (CNB), decidiu que vai com Lula até o fim

A maior corrente interna do PT –Construindo um Novo Brasil (CNB)— reunida desde quinta-feira (10) em São Paulo, decidiu montar um comitê físico “Lula presidente” na cidade. Além disso, tomou três decisões que formam os eixos da campanha eleitoral: defesa da democracia “nenhum direito a menos” e “Lula livre”. O grupo decidiu que vai com Lula até o fim e vai encaminhar ao Diretório Nacional do partido uma série de medidas para interditar de uma vez por todas as discussões sobre um “plano B”. Até as conversas sobre a escolha do vice ficaram para o fim de julho, pois a...

A maior corrente interna do PT –Construindo um Novo Brasil (CNB)— reunida desde quinta-feira (10) em São Paulo, decidiu montar um comitê físico “Lula presidente” na cidade. Além disso, tomou três decisões que formam os eixos da campanha eleitoral: defesa da democracia “nenhum direito a menos” e “Lula livre”.

O grupo decidiu que vai com Lula até o fim e vai encaminhar ao Diretório Nacional do partido uma série de medidas para interditar de uma vez por todas as discussões sobre um “plano B”.

Até as conversas sobre a escolha do vice ficaram para o fim de julho, pois a avaliação é de que até isto pode dar margem a especulações sobre um “plano B” do partido.

O ex-ministro Gilberto Carvalho resumiu as medidas om uma frase: “Não vai faltar quem nos chamará de isolacionistas ou loucos”, resumiu. “Vamos até o fim apostando na reversão deste quadro mesmo sabendo que é difícil. Todas as tratativas vão na contracorrente de quem diz que ele não é candidato”, disse ainda Gilberto.

Um grupo será criado para coordenar a pré-campanha. O ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli será integrado à equipe e as primeiras propostas serão anunciadas assim que forem aprovadas pelo próprio Lula. Disputas internas na CNB foram mitigadas em nome da unidade.

Uma carta enviada por Lula à presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e um relato do tesoureiro do partido, Emídio de Souza, sobre uma visita feita ao petista na cadeia, na quinta-feira, sepultaram as vozes divergentes. “Se eu aceitar a ideia de não ser candidato, estarei assumindo que cometi um crime”, diz o ex-presidente na carta encaminhada a Gleisi.

Com informações do Estadão Conteúdo