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09 de Fevereiro de 2018, 19h55

PT, sobre prisão de irmão de Dirceu: “Uma prisão clandestina, como nos tempos da ditadura”

Em nota, a presidenta da legenda, senadora Gleisi Hoffmann, rechaçou a arbitrariedade do juiz Sérgio Moro ao mandar prender, ainda de maneira sigilosa, Luiz Eduardo Silva, um réu primário, com residência fixa, trabalho e família. Leia Por Redação Em nota divulgada no final da tarde desta sexta-feira (9), a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi […]

Em nota, a presidenta da legenda, senadora Gleisi Hoffmann, rechaçou a arbitrariedade do juiz Sérgio Moro ao mandar prender, ainda de maneira sigilosa, Luiz Eduardo Silva, um réu primário, com residência fixa, trabalho e família. Leia

Por Redação

Em nota divulgada no final da tarde desta sexta-feira (9), a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, rechaçou o que classifica como mais uma arbitrariedade do juiz Sérgio Moro de mandar prender Luiz Eduardo Silva, irmão do ex-ministro José Dirceu.

“A prisão de Luiz Eduardo Silva, irmão do companheiro José Dirceu, é mais um ato de violência cometido pelo juiz Sergio Moro. Além de não haver nenhum motivo razoável para prender quem é réu primário, com trabalho, família e residência fixa, o decreto de prisão foi sigiloso, ocultado até dos advogados; uma prisão clandestina, como se fazia nos tempos da ditadura”, diz a nota.

Luiz Eduardo foi condenado em março do ano passado a 10 anos de prisão em regime inicial fechado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele foi preso pela primeira vez em agosto de 2015, na 17ª fase da Operação Lava Jato, que investigava um esquema de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras – o foco eram irregularidades em contratos com empresas terceirizadas.

Confira, abaixo, a íntegra da nota do PT.

A prisão de Luiz Eduardo Silva, irmão do companheiro José Dirceu, é mais um ato de violência cometido pelo juiz Sergio Moro. Além de não haver nenhum motivo razoável para prender quem é réu primário, com trabalho, família e residência fixa, o decreto de prisão foi sigiloso, ocultado até dos advogados; uma prisão clandestina, como se fazia nos tempos da ditadura.

Os métodos arbitrários, ilegais e violentos de Sérgio Moro são bastante conhecidos, mas agora ele está claramente desafiando as instâncias superiores do Judiciário, que não podem mais se omitir diante dessas provocações.

Nossa solidariedade ao companheiro Dirceu e sua família.

Gleisi Hoffmann
Presidenta Nacional do PT