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05 de fevereiro de 2019, 17h01

PT teme que PSL abocanhe Comissão de Direitos Humanos na Câmara

O bloco alinhado ao governo de Jair Bolsonaro, com 301 parlamentares, é o maior dos três blocos partidários formados na Casa e tem prioridade na distribuição das comissões; para Erika Kokay (PT-DF), PSL no comando dos Direitos Humanos é um "escárnio"

Bloco de apoio ao presidente, que faz chacota dos Direitos Humanos, pode comandar a comissão na Câmara (Foto: Reprodução/Twitter Carlos Bolsonaro)
O PT teme que o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, obtenha o controle da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara dos Deputados. O bloco governista, com 301 deputados, é o maior dos três blocos partidários formados na Casa e tem prioridade na distribuição das comissões. “Eles têm a primeira ‘pedida’. A nossa é a 14ª. Faz parte de uma estratégia de destruir. Vão sequestrar [a Comissão de Direitos Humanos] como fizeram com o ministério [da Mulher, Família e Direitos Humanos], transformando em escárnio”, disse à Fórum nesta terça-feira (5) a deputada Erika Kokay (PT-DF). O bloco com 97 deputados...

O PT teme que o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, obtenha o controle da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara dos Deputados. O bloco governista, com 301 deputados, é o maior dos três blocos partidários formados na Casa e tem prioridade na distribuição das comissões.

“Eles têm a primeira ‘pedida’. A nossa é a 14ª. Faz parte de uma estratégia de destruir. Vão sequestrar [a Comissão de Direitos Humanos] como fizeram com o ministério [da Mulher, Família e Direitos Humanos], transformando em escárnio”, disse à Fórum nesta terça-feira (5) a deputada Erika Kokay (PT-DF). O bloco com 97 deputados formado por PT, PSOL, Rede e PSB terá cinco comissões.

Segundo a parlamentar, o PT vinha priorizando a CDH para que não se repetisse o que aconteceu em 2013, quando o pastor e deputado conservador Marco Feliciano (Podemos-SP) ficou com a presidência. “Estivemos à frente em 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018”, declarou.

De acordo com Kokay, uma das alternativas analisadas pelo partido é mobilizar a sociedade civil, para que a CDH tenha na presidência alguém ligado às causas dos direitos humanos. A expectativa é que o comando das comissões seja definido até o fim do mês.

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A deputada Benedita Silva (PT-RJ) criticou o que chamou de “confronto ideológico” por parte de deputados alinhados com o novo governo.

“Eles estão usando manobras e manobras, que não qualificam o debate político. A campanha, para eles, não acabou. Tem que apresentar projeto para o país e não ficar fazendo confronto ideológico.”

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