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06 de setembro de 2013, 12h51

Putin defende asilo a Snowden e ataca EUA: “assustaram tanto todo mundo”

Presidente russo afirmou que houve tentativas de negociações pela extradição, mas que foram ignoradas pelos americanos

Presidente russo afirmou que houve tentativas de negociações pela extradição, mas que foram ignoradas pelos americanos

Por Redação

Para Putin, EUA “assustaram todo mundo” (Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr)

Vladimir Putin, presidente russo, atacou os EUA ao defender o asilo concedido a Edward Snowden, ex-agente da Agência Nacional de Segurança (NSA) por seu país. “Nós não o convidamos a vir à Rússia, mas seus compatriotas assustaram tanto todo mundo que não era possível fazer mais nada, não dava para agir diferente”. A declaração foi dada a um jornalista americano em São Petersburgo, nesta sexta-feira (06).

Ainda na mesma entrevista, Putin afirmou que tentou negociar a extradição com os americanos, mas não teve sucesso. “Nós nos propusemos a discutir isso várias vezes, mas eles disseram: ‘Não, nos entregue o criminoso.’”

Espionagem

Edward Snowden revelou um amplo esquema de espionagem americano, através da Agência Nacional de Segurança dos EUA. O monitoramento de mensagens e conversas de governos de outros países chegou até o Brasil.

No último domingo, o programa “Fantástico”, da Rede Globo, afirmou que documentos “ultrassecretos” mostram a presidenta Dilma Roussef e seus principais assessores como alvos principais de espionagem americana.

Dilma afirmou na manhã desta sexta-feira, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assumiu responsabilidade “direta” nas investigações sobre as denúncias da espionagem feita pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) contra o governo brasileiro e que uma resposta sobre os fatos será dada pelo americano até a próxima quarta-feira (11)

Após o encontro dos presidentes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que formam o Brics, que também se reuniram em uma agenda paralela à Cúpula do G20, em São Petersburgo, o secretário de imprensa da presidência russa, Dmitry Peskov, afirmou que a espionagem americana se configura em uma “manifestação de terrorismo.”