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25 de Abril de 2014, 09h39

“Que linda bunda você tem”. Presidenciável argentino acha que mulheres querem escutar isso

“Por mais que te digam alguma grosseria, como 'que linda bunda você tem'. Está tudo bem", afirmou em entrevista Mauricio Macri, prefeito de Buenos Aires

“Por mais que te digam alguma grosseria, como ‘que linda bunda você tem’. Está tudo bem”, afirmou em entrevista Mauricio Macri, prefeito de Buenos Aires

Por Redação

Na última terça-feira (22), em entrevista a uma rádio do Ushuaia, o prefeito de Buenos Aires e terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto para presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que mulheres gostam de ser cantadas, mesmo que se falem “grosserias”.

“No fundo, todas as mulheres gostam de cantadas. Aquelas que dizem que não, que se ofendem, não acredito. Porque não há nada mais lindo que te digam: ‘Que linda você é’. Por mais que te digam alguma grosseria, como ‘que linda  bunda você tem’. Está tudo bem”, afirmou o presidenciável argentino.

Macri, que já foi presidente do Boca Juniors, continuou a desfilar suas grosserias na conversa. Perguntado se ainda, aos 55 anos, “elogiava” mulheres na rua, respondeu que não pois “minha mulher me mata”, mas admitiu que se “vejo uma mulher linda”, mesmo estando na condição de um “observador passivo e aposentado”, é capaz de lhe dizer “que é linda.”

Campanha

acoso

Cartaz de divulgação da campanha

A violência verbal contra mulheres, disfarçada de cantada, nas ruas da Argentina, assim como no Brasil se tornou alvo de uma campanha educacional. A ONG Ação Respeito lançou uma com o mote “Se incomoda ler, imagina escutar”.

São distribuídos pela Argentina diversos cartazes com frase consideradas “típicas” de “cantadas” proferidas pelos homens do país, como: “Meteria no seu cu até que sangue”, “Como chuparia suas tetas, morena”, “Que rabinho, meu amor!”, “Loira, faço tudo com você”, “Se te agarro, te faço outro filho”, “Gatinha, com essas tetas me saem dentes de leite novos”, “Ai, linda, com essa boquinha…”, após as frases, o cartaz sempre encerra com a chamada da campanha: “Se incomoda ler, imagina escutar.”