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10 de maio de 2017, 18h56

“Querem quebrar nossa espinha dorsal”, diz presidente da CUT

Para Vagner Freitas, o que acontece em Curitiba hoje não é uma defesa de Lula, mas sim dos direitos dos trabalhadores Por Frédi Vasconcelos O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, deu entrevista coletiva a blogueiros nesta quarta-feira (10) em Curitiba. Entre outras questões, ele afirmou que o depoimento marcado para hoje era uma tentativa de antecipação da condenação do ex-presidente Lula, mas que opositores foram surpreendidos pela militância que veio à cidade. “O Brasil é um país democrático. Eles atiçam o formigueiro e depois não sabem o que fazem”, disse. Vagner também ressaltou que a CUT e os sindicatos...

Para Vagner Freitas, o que acontece em Curitiba hoje não é uma defesa de Lula, mas sim dos direitos dos trabalhadores

Por Frédi Vasconcelos

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, deu entrevista coletiva a blogueiros nesta quarta-feira (10) em Curitiba.

Entre outras questões, ele afirmou que o depoimento marcado para hoje era uma tentativa de antecipação da condenação do ex-presidente Lula, mas que opositores foram surpreendidos pela militância que veio à cidade. “O Brasil é um país democrático. Eles atiçam o formigueiro e depois não sabem o que fazem”, disse.

Vagner também ressaltou que a CUT e os sindicatos não vieram a Curitiba para defender Lula, mas sim os trabalhadores. “A perseguição que está acontecendo é para quebrar a espinha dorsal da classe trabalhadora. Acabar com a Previdência, retirar direitos, destruir a CLT. Como não conseguiram fazer isso dentro da democracia, tiveram de dar um golpe. E, no mesmo dia em que estamos aqui, senadores estão fazendo a toque de caixa a tramitação do texto da reforma trabalhista que veio da Câmara”, declarou.

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Perguntado sobre o que a CUT e sindicatos farão contra as reformas, a resposta foi: greve. “Já fizemos a maior da História. Vamos ocupar Brasília. A ideia é impedir a votação. Se não for suficiente, faremos uma greve geral ainda maior que a do dia 28”, garantiu.

Foto: CUT

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