06 de dezembro de 2018, 10h17

Queremos um Estado ou um não-Estado?

Nós, da esquerda, também, precisamos entender esta relação ambígua com o Estado

Esta é a questão que assombra a esquerda (e também a direita) desde, especialmente, a Queda do Muro de 89.

Uma esquerda não estatista emergiu das críticas às experiências do socialismo real.

Uma esquerda onguista e religiosa que aposta nas experiências de solidariedade entre grupos e comunidades.

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Ocorre que a vida real não segue nossos desígnios ideais e há uma população à margem do sistema de representação identitária e política que depende deste Estado, patrimonialista e autoritário.

É também neste Estado de “direitos” que, contraditoriamente, vamos buscar os limites para o aparato repressivo – haja visto nossas representações ao MP e STF.

Se há uma relação hipócrita da direita que invoca um Estado Mínimo para, ao fundo e ao cabo, disputá-lo para fazer valer a garantia da propriedade privada, nós, da esquerda, também, precisamos entender esta relação ambígua com o Estado.

Ora, o invocamos; ora, o demonizamos.

Para a maioria da população, a crítica ao fim do Ministério do Trabalho não faz o menor sentido se isto não se faz sentir na sua vida. O fim do Mais Médicos, por outro lado, será sentido se isto significar menos atendimento à saúde.

São os efeitos concretos da ação do Estado e menos o seu debate conceitual que precisam ser disputados.

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