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14 de setembro de 2018, 08h30

Racha interno e saúde fragilizada enfraquecem campanha de Bolsonaro

Disputas internas dos filhos de Bolsonaro com o vice, Mourão, aliados à debilidade física do candidato, que mal pode falar, colocam a campanha em crise

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil
A segunda cirurgia no intestino tornou a recuperação de Jair Bolsonaro (PSL) mais demorada e abriu crise na direção da campanha. De acordo com aliados próximos, eram sempre do candidato as decisões finais. Além disso, há o receio também de que uma internação mais longa consolide uma imagem de fragilidade do deputado, sempre associado a posições de força e à defesa de bandeiras polêmicas, como a liberação do porte de armas para todos os cidadãos. O candidato precisou voltar para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mal consegue falar. Praticamente só os parentes têm acesso ao presidenciável. O cirurgião-chefe da equipe...

A segunda cirurgia no intestino tornou a recuperação de Jair Bolsonaro (PSL) mais demorada e abriu crise na direção da campanha. De acordo com aliados próximos, eram sempre do candidato as decisões finais. Além disso, há o receio também de que uma internação mais longa consolide uma imagem de fragilidade do deputado, sempre associado a posições de força e à defesa de bandeiras polêmicas, como a liberação do porte de armas para todos os cidadãos.

O candidato precisou voltar para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mal consegue falar. Praticamente só os parentes têm acesso ao presidenciável.

O cirurgião-chefe da equipe médica de Bolsonaro, Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, afirmou ao Estadão que o presidenciável ficará internado por um período de 10 a 15 dias, caso não ocorra nenhuma outra complicação. A estimativa, portanto, foi ampliada em relação à previsão inicial dos especialistas, que, na data do atentado, afirmaram que o tempo médio de internação em casos do tipo é de uma semana a dez dias.

Segundo médicos especialistas ouvidos pelo jornal, se não houver complicações, ele só estaria plenamente recuperado em um prazo de 4 a 6 meses.

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Além de todas estas dificuldades, ainda há a falta de dinheiro na campanha, que impossibilita a contratação de pesquisas de opinião pública. Assim, a cúpula da candidatura não sabe qual será o efeito no eleitorado do ataque – e não tem segurança para agir.

Como se não bastassem todas as dificuldades, há troca de farpas entre os três filhos do ex-capitão, o vice, general Mourão e o presidente do PSL, Levi Fidelix.

reportagem do jornal Folha de S. Paulo narra a agonia da campanha: “núcleos diversos da candidatura deixaram de se falar devido ao arranjo particularíssimo da estrutura colocada em campo, que girava em torno do deputado. Com a nova cirurgia de emergência a que ele teve de ser submetido na noite de quarta (12), só com muito otimismo aliados acham ser possível contar com vídeos de campanha gravados pelo deputado no hospital.”

O PRTB, partido do candidato a vice, general Mourão, chegou a consultar o Tribunal Superior Eleitoral sobre a possibilidade de Mourão ocupar o púlpito destinado a Bolsonaro em debates. Segundo a reportagem, “isso irritou a família, que viu no movimento um açodamento indevido, além de ter sido feito sem consulta ao PSL.”

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