Quilombo

por Dennis de Oliveira

03 de agosto de 2016, 17h48

Rapper Gato Preto é assassinado na zona sul de São Paulo

No dia 1º. de agosto, o rapper Gato Preto foi executado com oito tiros no bairro do Jardim Colombo, na zona sul de São Paulo, onde residia.

Altino Jesus do Sacramento, nome de registro de Gato Preto, integrou o grupo “A Família”. Ele participou do projeto “Literatura Marginal” da revista Caros Amigos.

Não há informações mais precisas deste crime, que tem tudo para ser mais um sem investigação e esclarecimento.

Principalmente porque o assassinato do artista foi solenemente ignorado pela mídia hegemônica (o tal “jornalismo profissional” que deturpa pesquisas e que acha que o mundo se resume aos salões acarpetados de Brasília e das emprsas).

Crônica Mendes, amigo do rapper, desabafou na sua conta no facebook:

“O Gato Preto de talento nato, um rebelde, sobrevivente, o incendiário. Trazia nos olhos a dor da vida bruta, nas palavras as armas pra labuta, um cavalo sem dono selvagem, um guerreiro dos nossos, e infelizmente uma grande perca nossa também. Somente Deus por testemunha, somente Deus pra segurar tua família, e que Deus também lhe receba em teus braços. O pouco que lhe fui útil, foi de coração é todo sentimento bom, mas infelizmente não foi suficiente para lhe guiar nesta longa estrada da vida, me perdoe amigo. Não lamento a morte do artista, mas sim a morte de Altino Jesus do Sacramento, o pai de família… Em meu nome e em nome de minha família, descanse em paz”

O talento, demonstrado sucintamente no vídeo abaixo, foi ceifado pela brutalidade do poder do Estado do extermínio. Um talento produzido por um ser humano que deveria ter o direito de viver dignamente.


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