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21 de maio de 2019, 09h19

Receita quer comprovação de saída e retorno de suposto empréstimo de Bolsonaro a Queiroz

Bolsonaro alegou que o cheque de R$ 24 mil depositado pelo ex-motorista na conta de sua esposa, Michele Bolsonaro, era a devolução de um empréstimo de R$ 40 mil

Foto: José Cruz / Agência Brasi
Será criada pela Receita Federal uma equipe especial para investigar as declarações fiscais do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), do seu ex-assessor e motorista Fabrício Queiroz e de mais 93 pessoas que tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados por ordem da 27ª Vara Criminal do Rio. Segundo uma fonte que acompanha o caso, serão investigados os repasses de dinheiro de Queiroz a Michelle Bolsonaro (foto), mulher do presidente Jair Bolsonaro. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), uma das bases da investigação do Ministério Público do Rio, apontou repasse de R$ 24 mil de Queiroz para a mulher do presidente. Em uma entrevista em...

Será criada pela Receita Federal uma equipe especial para investigar as declarações fiscais do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), do seu ex-assessor e motorista Fabrício Queiroz e de mais 93 pessoas que tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados por ordem da 27ª Vara Criminal do Rio.

Segundo uma fonte que acompanha o caso, serão investigados os repasses de dinheiro de Queiroz a Michelle Bolsonaro (foto), mulher do presidente Jair Bolsonaro. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), uma das bases da investigação do Ministério Público do Rio, apontou repasse de R$ 24 mil de Queiroz para a mulher do presidente.

Em uma entrevista em 31 de dezembro passado, um dia antes de tomar posse, Bolsonaro disse que o dinheiro era parte do pagamento de empréstimos feitos por ele a Queiroz, que totalizariam R$ 40 mil.

Segundo um auditor, a Receita não exige um contrato formal de empréstimo, mas em casos similares o investigado é obrigado a comprovar a saída e o retorno do dinheiro. O auditor afirma que casos deste tipo são comuns na rotina do fisco. Com o repasse feito por Queiroz a Michelle, não teria porque ser diferente.

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O grupo deverá fazer “aranhas” das movimentações atípicas para mapear a origem e o destino final das transações financeiras.

Os mapas vão apontar também os vínculos entre os personagens envolvidos em todas as transações para tentar compreender todo o caminho do dinheiro.

Com informações do Globo

 

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