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05 de Maio de 2014, 08h49

No Recife, revista vexatória está proibida

A decisão judicial começa a valer nesta segunda-feira (5)

A decisão judicial começa a valer nesta segunda-feira (5)

Por Redação

A partir desta segunda-feira (5), os agentes de unidades penitenciárias e presídios de Recife estão proibidos de realizar revista revistas íntimas nas visitas.

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A decisão é do juiz Luiz Rocha, da 1º Vara de Execuções Penais do Recife. Os visitantes não poderão ficar nus e nem agachar sobre espelhos para verificar a presença de substâncias e objetos proibidos dentro do sistema penitenciário.

Em seu decreto, o juiz justifica sua decisão com base em dados recentes, apresentados pela Rede Justiça Criminal, que mostra que apenas três em cada 10 mil visitantes foram flagrados carregando itens proibidos para dentro dos presídios.

“Das 4.417 apreensões de drogas, 354 (8%) foram realizadas nas revistas. Sobre os celulares (ou equipamentos com chips e baterias), dos 13.228 encontrados nas prisões, 439 (menos de 4%) estavam na posse de visitantes”, explicou Luiz Rocha.

Foto de capa: Alexandre de Maio/A Pública