29 de novembro de 2018, 17h44

Rede Globo é condenada pela Justiça a exibir respostas de psicólogos sobre “cura gay”

Profissionais foram à Justiça contra a Globo, alegando parcialidade em uma reportagem veiculada pelo grupo, e pedindo direito de resposta

Foto: Divulgação/Globo

A Rede Globo, por intermédio do Jornal Nacional, foi condenada por “sensacionalismo barato” e terá de apresentar respostas de psicólogos sobre notícia que mencionou o tema “cura gay”. A decisão foi tomada por Manuel Eduardo Pedroso Barroso, juiz de Direito substituto da 12ª vara Cível de Brasília, de acordo com informações do portal Gospel Prime.

Em 2017, a Globo publicou uma reportagem que recebeu o título “Cura Gay”, na qual destacou que a decisão liminar de um juiz teve como consequência a “possibilidade de a homossexualidade ser tratada como doença”, e que a “ação foi movida por um grupo de psicólogos que defende o uso de terapias de reversão sexual”.

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Após alguns dias, o programa Fantástico exibiu outra reportagem que indicava que o nome das terapias que prometem alterar a orientação sexual dos pacientes é “cura gay”. A questão é que o termo não foi criado por psicólogos. Trata-se de um nome pejorativo, que acabou sendo utilizado pela mídia.

Os psicólogos foram à Justiça contra a Globo, manifestando indignação pela parcialidade na reportagem, e pedindo direito de resposta. O juiz destacou que “ao ofendido em matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social é assegurado o direito de resposta ou retificação, gratuito e proporcional ao agravo”.

Por isso, deliberou que a Globo veicule no Jornal Nacional, em até cinco dias, a leitura da resposta dos psicólogos. Caso contrário, será alvo de uma multa diária de R$ 5 mil.

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