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22 de dezembro de 2016, 11h59

Redução de velocidade zerou atropelamentos com morte nas Marginais, diz estudo

Há 19 meses que não acontecem atropelamentos com mortes nas vias marginais Tietê e Pinheiros. Os dados são da CET. A redução de velocidade adotada pelo prefeito Fernando Haddad em julho do ano passado é a principal responsável. O prefeito eleito João Dória disse que vai reverter medida a partir de 25 de janeiro.

Há 19 meses que não acontecem atropelamentos com mortes nas vias marginais Tietê e Pinheiros. Os dados são da CET. A redução de velocidade adotada pelo prefeito Fernando Haddad em julho do ano passado é a principal responsável. O prefeito eleito João Dória disse que vai reverter medida a partir de 25 de janeiro.

Da redação com informações da Folha e da coluna de Mônica Bérgamo

Há 19 meses que não acontecem atropelamentos com mortes nas vias marginais Tietê e Pinheiros. Os dados, que fazem parte de relatório da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET),  resultaram da redução de velocidade adotada pelo prefeito Fernando Haddad em julho do ano passado. O prefeito eleito João Dória disse que vai reverter medida a partir de 25 de janeiro.

Só na Marginal do Tietê, no período de maio de 2014 a julho de 2015, aconteceram 18 atropelamentos com morte. Desde a implantação da diminuição, as Marginais não registraram nenhum atropelamento com morte. São 19 meses consecutivos sem nenhuma vítima fatal.

Diversos especialistas consultados foram frontalmente contra o retorno do aumento. “A cada 10 km/h a mais, há um efeito exponencial  de maior risco nos acidentes, a progressão não é linear. Elevar os limites de velocidade aumenta bastante a gravidade do potencial de colisões e atropelamentos”, diz o consultor de transportes Antônio Seraphim.

A coluna de Mônica Bérgamo informou hoje que Associações de Mobilidade Urbana e de Defesa do Consumidor vão entrar com pedido de liminar na justiça para suspender o aumento de velocidade nas vias. As Ongs Ciclocidade e Cidadaapé e o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) querem que Dória faça consultas públicas antes da alteração.

Dória está irredutível.

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