13 de outubro de 2018, 22h02

Reginaldo Nasser: “Demorou! Follow the money”

Professor de Relações Internacionais enxerga semelhanças entre o terrorismo, que estuda há anos, e as estratégias de disseminação de fake news encampadas pela campanha de Jair Bolsonaro; "É preciso localizar as organizações que alimentam a manutenção desse 'público de voluntários'"

Reprodução

Por Reginaldo Nasser*

Estudo terrorismo já há algum tempo e vejo semelhanças com o que está acontecendo nesse momento no Brasil, pois o fascismo não deixa de ser uma forma de terror. Pensando em como combatê-lo, alguns psicólogos passaram a pesquisar qual seria o perfil de um terrorista seja para evitar a conversão de novos terroristas, seja para “trazer à razão” aqueles já convertidos. Depois de 20 anos de pesquisa, um desses psicólogos, bastante frustrado, concluiu que é impossível desenhar um perfil de terrorista dada a variedade de pessoas que aderiam. Assim, o que ele preconizava era voltar para as organizações que recrutam as pessoas e as instrumentaliza.

Aqui faço a aproximação com nossa atual situação. Vocês vão encontrar todos os perfis, sociológicos s e psicológicos, imagináveis que aderem ao chamado do Bozo. Além disso, é muito difícil você convencer aqueles que vestem a sua camisa apelando à razão.

Ou seja, o caminho é aquele apontado pelo especialista que citei. é preciso localizar as organizações que alimentam a manutenção desse “publico de voluntários”. É como um monstro insaciável que precisa ser alimentado constantemente. Assim, é preciso trocar de alimentação. Trocando as fake news por informações e propostas concretas que afetam sua vida. Essa 2ª parte já esta sendo feita, mas é preciso cortar a alimentação fake. TSE disse que não pode fazer nada.

Parece que Haddad e petistas, depois de uns 6 anos, perceberam o que está acontecendo. Antes tarde do que nunca, diz o ditado. Tomara. “Isso precisa ser investigado. Quem é que está fazendo a contratação desse esquema? Quem está botando dinheiro nisso? Tem um custo e não é baixo, e isso não está na prestação de contas dele (do seu adversário no segundo turno, o candidato Jair Bolsonaro)”.

Esqueça TSE, Haddad, é preciso derrubar essa fábrica de noticias.

Veja mais aqui.

*Reginaldo Nasser é professor de Relações Internacionais da PUC-SP