Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

18 de fevereiro de 2019, 16h36

Reguffe abre mão de aposentadoria especial e desafia outros parlamentares a fazerem o mesmo

Em sua proposta Reguffe (PDT-DF) defende que antes mesmo dos parlamentares iniciarem a discussão sobre uma reforma nas aposentadorias dos brasileiros todos os congressistas deveriam renunciar ao privilégio de uma reforma especial

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Reguffe (PDT-DF) informou na tarde desta segunda-feira (18) que abriu mão do Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), um conjunto de regras especial para aposentadoria dos atuais e de ex-integrantes do Congresso Nacional. A decisão, segundo o parlamentar, foi comunicada à Mesa do Senado Federal no início de fevereiro.

“No primeiro dia do meu mandato, abri mão da aposentadoria especial dos parlamentares e fiz a opção formal por continuar contribuindo para o INSS. Abri mão em caráter irrevogável, nem que eu queira posso voltar atrás“, defendeu o congressista.

Um exemplo do quão generoso é esse tipo de benefício é o caso do ex-deputado Junji Abe (PSD-SP), que exerceu o cargo por apenas quatro anos, entre 2011 e 2015.

Segundo o Congresso em Foco, em janeiro de 2015 a Câmara aprovou a averbação de Junji Abe de quando ele exerceu mandatos de deputado estadual, vereador e prefeito de Mogi das Cruzes que somavam 20 anos de exercício desses cargos. O valor da averbação ficou em R$ 1,4 milhão. Em junho daquele ano, conseguiu ainda o aproveitamento de 12 anos de contribuições ao INSS. Fechou 24 anos de mandatos e assegurou uma aposentadoria de R$ R$ 23 mil.

Em sua proposta Reguffe defende que antes mesmo dos parlamentares iniciarem a discussão sobre uma reforma nas aposentadorias dos brasileiros todos os congressistas deveriam renunciar ao privilégio de uma reforma especial.

Reguffe vive num mundo utópico de Brasília e sabe que dificilmente algum outro parlamentar o acompanhará na decisão.