16 de abril de 2018, 13h03

Rejeição a Doria dispara na capital paulista, diz Datafolha

Entre os paulistanos, 49% dizem que não dariam seu voto ao ex-prefeito de jeito nenhum

De acordo com o Datafolha, apesar de liderar a corrida pelo governo do estado, a rejeição do ex-prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disparou na capital. Os resultados dizem que 33% do eleitorado não votaria no ex-prefeito paulistano de jeito nenhum.

A rejeição a Doria é maior onde ele é mais conhecido, ou seja, na capital paulista. Entre os moradores da cidade, 49% dizem que não dariam seu voto ao ex-prefeito. No interior, esse índice é menor e atinge 25%.

Dois terços dos paulistanos consideram que ele agiu mal ao deixar a prefeitura para disputar outro cargo.

O líder entre os mais rejeitados é o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, empatado tecnicamente com Doria com 34%. Atrás deles, aparecem Luiz Marinho (27%), Márcio França (22%), Rogério Chequer (21%), Lisete Arelaro (20%) e Alexandre Zeitune (19%).

O Datafolha pesquisou dois cenários. Um com Skaf e outro sem. No primeiro deles, Doria aparece com 29% das intenções de voto, seguido por Paulo Skaf (PMDB), que tem 20%.

O atual governador, Márcio França (PSB), tem 8%, empatado com o ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT), que marca 7%. Outros 26% declaram voto em branco ou nulo.

A vantagem de Doria aumenta quando Skaf não é apresentado como candidato. O ex-prefeito aparece com 36% das preferências, à frente de França (10%) e Marinho (9%). Votos em branco ou nulos sobem para 32%.

Cerca de um terço dos eleitores de Skaf migra para Doria. Outros 35% decidem votar em branco ou nulo, e o restante se divide entre os demais candidatos.

Nos dois cenários, Rogério Chequer (Partido Novo), Lisete Arelaro (PSOL) e Alexandre Zeitune (Rede) aparecem em uma faixa de 1% a 3%.

Leia a pesquisa completa na Folha