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07 de outubro de 2015, 09h44

Relator de processo que vai julgar contas de Dilma é investigado por envolvimento com fraudes fiscais

Ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), pode ter recebido R$ 1,65 milhão de consultoria que é alvo da Operação Zelotes Por Redação O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e relator do processo relativo às contas do governo Dilma, Augusto Nardes, é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de ter recebido R$ 1,65 milhão de uma empresa que estaria envolvida com fraudes fiscais. De acordo com a apuração, Nardes foi sócio até 2005, junto com seu sobrinho Carlos Juliano, da empresa Planalto Soluções e Negócios, alvo da...

Ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), pode ter recebido R$ 1,65 milhão de consultoria que é alvo da Operação Zelotes

Por Redação

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e relator do processo relativo às contas do governo Dilma, Augusto Nardes, é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de ter recebido R$ 1,65 milhão de uma empresa que estaria envolvida com fraudes fiscais.

De acordo com a apuração, Nardes foi sócio até 2005, junto com seu sobrinho Carlos Juliano, da empresa Planalto Soluções e Negócios, alvo da Operação Zelotes. A Planalto teria recebido pagamentos da SGR Consultoria, suspeita de corromper membros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão responsável por julgar recursos contra multas aplicadas pela Receita Federal.

No total, os pagamentos chegaram a aproximadamente R$ 2,6 milhões entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012. Nesse período, Nardes era ministro do TCU e havia se desligado oficialmente da empresa. A investigação aponta que há citações a Nardes em mensagens telefônicas da secretária da SGR, onde ele seria identificado como “Tio”, tendo recebido R$ 1,65 milhão. Outros R$ 906 mil foram direcionados para “Ju”, que a investigação acredita ser o sobrinho do ministro.

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Segundo a apuração do MPF e da PF, Nardes pode ter recebido o pagamento por trabalhar a aproximação da SGR do grupo gaúcho de comunicação RBS, que tinha pendências no Carf. O ministro foi deputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul entre 1995 e 2005.

Nardes diz desconhecer os pagamentos. Como membro do TCU, ele só pode ser investigado e processado com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Os autos referentes à apuração foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República nesta terça (6) e o órgão deve decidir se prossegue ou não com as investigações referentes a Nardes e seu sobrinho.

Com informações da Folha de S. Paulo

Foto de capa: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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