24 de janeiro de 2018, 13h58

Relator mantém condenação de Lula e aumenta pena para 12 anos e um mês

Logo após o voto, Gilberto Carvalho declarou: "Esse voto do Gebran [relator no TRF-4] é criminoso”

Logo após o voto, Gilberto Carvalho declarou: “Esse voto do Gebran [relator no TRF-4] é criminoso”

Da Redação*

O juiz João Pedro Gebran Neto, relator do processo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumentou a pena de nove anos e meio dada pelo juiz Sérgio Moro para 12 anos e um mês.

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Gebran contrariou as teses da defesa do ex-presidente e elogiou a condução do processo por Sérgio Moro. Para ele, Lula desestabilizou a ordem democrática.

A dosimetria dependerá de outros dois juízes. Para Lula ter a condenação confirmada, ao menos um dos outros dois juízes terá que votar com o relator. Ainda faltam os votos de Leandro Paulsen e Victor Laus.

O juiz João Pedro Gebran Neto concordou com a sentença de Sergio Moro e absolveu Lula na parte relativa ao custeio pela OAS do acervo presidencial do petista. Isso também beneficia Paulo Okamotto, auxiliar de Lula. Três funcionários da OAS absolvidos por Moro também foram favorecidos por Gebran.

Logo após o voto, Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula e ex-ministro do governo Dilma postou declarou: “Esse voto do Gebran [relator no TRF-4] é criminoso. Conheço este cara. O Lula pode ter mil defeitos. Mas este não é um deles. Lula nunca levou uma bic para casa”.

*Com informações da Folha

Foto: Reprodução